Confinamento de gado bovino no Brasil apresenta crescimento expressivo de 32%
Esse aumento no confinamento ocorre em um contexto de queda no preço da arroba do boi gordo, que recuou 8,16% no mesmo período

O setor de confinamento de gado bovino no Brasil apresentou um crescimento expressivo de 32% nos primeiros sete meses de 2024, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Os dados são da empresa de tecnologia Ponta, que gerencia informações de milhões de cabeças de gado em todo o país.
O estudo da Ponta revela um cenário de contrastes entre as regiões Sudeste e Centro-Oeste. Enquanto o rebanho confinado no Sudeste cresceu 34%, o Centro-Oeste viu um aumento de apenas 2%. Essa diferença se deve principalmente à redução de 11% no rebanho confinado em Goiás, enquanto Mato Grosso registrou um aumento de 21%.
Esse aumento no confinamento ocorre em um contexto de queda no preço da arroba do boi gordo, que recuou 8,16% no mesmo período. Diante disso, pecuaristas estão apostando na eficiência do confinamento para garantir a margem de lucro, aproveitando a queda no custo da alimentação animal.
Paulo Dias, CEO da Ponta, destaca que o cenário não é animador para quem depende apenas da valorização da arroba. "Entretanto, se o pecuarista estiver preocupado com a margem, a história é outra", afirma. O aumento no confinamento indica que os produtores estão buscando otimizar seus custos para garantir a rentabilidade.
O estudo da Ponta aponta que a eficiência na produção tem sido crucial para o sucesso dos confinamentos, especialmente no que diz respeito à redução do custo por arroba produzida. Lotes com melhor desempenho em ganho de peso, rendimento de carcaça e total de arrobas produzidas apresentaram custos significativamente menores.
A análise da Ponta destaca a importância do controle dos custos de produção para a sustentabilidade do negócio. Quanto maior a participação dos resultados dentro da porteira no lucro total, menor a exposição do negócio às oscilações do mercado.













