Com queda das exportações nos EUA e alta do dólar, soja brasileira tem "valorização"; entenda
Os Estados Unidos registraram uma queda de mais de 15% no volume de exportações de soja no último ano-safra, em comparação com o período anterior

O mercado da soja no Brasil vive um momento de valorização, impulsionado pela alta do dólar, que atingiu R$ 5,64 com um aumento de 2,92%. No entanto, o cenário internacional apresenta desafios, com a queda nas exportações norte-americanas e a perspectiva de estoques apertados no Brasil.
Exportações em queda nos EUA e estoques baixos no Brasil
Os Estados Unidos registraram uma queda de mais de 15% no volume de exportações de soja no último ano-safra, em comparação com o período anterior. As vendas para o ciclo 2024/25 estão abaixo da média dos últimos cinco anos, o que exige um ritmo acelerado para alcançar as metas projetadas.
No Brasil, a produção menor e o consumo crescente devem levar o país a um dos menores estoques finais dos últimos anos. A Conab prevê exportações de 92,4 milhões de toneladas e consumo interno de 55,9 milhões, resultando em um estoque final de pouco mais de 3 milhões de toneladas.
Esse cenário pode favorecer o Brasil, com a possibilidade de valorização do prêmio caso a demanda continue aquecida, mas depende de um escoamento limitado dos estoques nos EUA.
O contrato de novembro de soja em Chicago teve uma alta recente, ultrapassando o nível técnico de US$ 10,00 por bushel. A manutenção desse patamar pode trazer um alívio após semanas de pressão vendedora.
Em um cenário de alta, as regiões de US$ 10,15, US$ 10,30 e US$ 10,45 podem atuar como resistência, com o preço buscando testar o patamar de US$ 10,80. Em caso de queda, as regiões de suporte são US$ 9,72 e US$ 9,60, com a possibilidade de o preço testar a região dos US$ 9,25.













