Profissionais da saúde se sentem despreparados para o impacto dos jogos on-line
Os resultados da pesquisa evidenciam a necessidade urgente de investimentos em capacitação dos profissionais de saúde para lidar com o vício em apostas

Uma pesquisa recente, realizada pela organização ImpulsoGov, revelou uma lacuna significativa no atendimento a pacientes com vício em apostas esportivas no Brasil. Ao todo, 55,2% dos mais de 2.000 profissionais de saúde do SUS consultados afirmaram não se sentirem preparados para lidar com essa demanda.
O estudo, que ouviu profissionais de todas as unidades da federação, apontou que a percepção de um aumento nos casos relacionados ao vício em apostas online é alta, especialmente entre técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde e profissionais que atuam em municípios menores.
A falta de preparo dos profissionais para lidar com essa nova realidade é preocupante, uma vez que o vício em apostas pode causar sérios danos à saúde mental dos indivíduos, afetando suas relações pessoais, trabalho e vida financeira.
"A atenção primária à saúde é a porta de entrada para a população no SUS, e a percepção desses profissionais sobre as demandas de saúde é crucial para entendermos o cenário atual", afirma João Abreu, diretor-executivo da ImpulsoGov.
A pesquisa também revelou que a maioria dos profissionais de saúde defende a proibição completa das apostas esportivas no Brasil, enquanto uma parcela significativa acredita que a legalização só seria viável com a implementação de regras mais rigorosas.
Os resultados da pesquisa evidenciam a necessidade urgente de investimentos em capacitação dos profissionais de saúde para lidar com o vício em apostas, além da criação de políticas públicas mais eficazes para prevenir e tratar esse problema.
É fundamental que os gestores de saúde, em todos os níveis, reconheçam a gravidade dessa questão e adotem medidas para garantir que a população tenha acesso a serviços de saúde adequados e especializados.

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