Mulher que seduz "aposentado da Câmara" e dá golpe de R$ 340 mil
Eliene Aparecida Brito foi denunciada pelo MPDFT após fazer com que um homem de 84 anos realizasse transferência e empréstimos para ela

Eliane Aparecida Brito, de 36 anos, foi identificada como a mulher denunciada por "estelionato amoroso" após supostamente subtrair mais de R$ 340 mil de um aposentado da Câmara dos Deputados, de 84 anos. A acusação aponta que Brito se aproveitou da vulnerabilidade da vítima, viúva e diagnosticada com transtorno neurocognitivo (demência), para criar falsas promessas de relacionamento, incluindo a de casamento, e assim obter transferências bancárias e realizar empréstimos em nome do idoso.
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) pediu à Justiça que a denunciada indenize a vítima por danos morais no valor de R$ 250 mil, citando o "elevado prejuízo material e o profundo abalo moral causado à vítima e à sua família".
Detalhes do Golpe e Prejuízo Financeiro
Segundo a denúncia, Eliane Aparecida Brito teria orquestrado um esquema para dilapidar o patrimônio do aposentado. Em uma das transações, a filha de Brito, que era menor de idade à época, chegou a receber aproximadamente R$ 140 mil diretamente da conta da vítima. Além das transferências diretas, a mulher é acusada de ter feito três empréstimos em nome do idoso, que, somados, totalizaram R$ 180 mil, comprometendo significativamente a renda de aposentadoria da vítima.
A fragilidade do aposentado, que além de viúvo possui um diagnóstico confirmado de demência, é um ponto central na acusação, reforçando a tese de que Brito agiu de má-fé, explorando a condição do idoso.
Investigação e Descoberta
O caso começou a ser investigado pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação (Decrin) em 2023. A advogada da vítima e de seus filhos, Viviane Penha, foi quem descobriu as transferências atípicas. O aposentado a procurou em junho do ano passado, alegando não reconhecer algumas transações feitas em sua conta bancária, o que levou à identificação dos depósitos para a filha de Eliane.
Versão da Defesa
A defesa de Eliane Aparecida Brito, por sua vez, havia afirmado anteriormente que a cliente "não se trata de uma pessoa estelionatária". O advogado da investigada alegou que os R$ 139 mil recebidos pela filha de Brito seriam, na verdade, uma "doação" do idoso. A defesa ainda sugeriu que os filhos do aposentado, "com muito ciúmes, causaram toda essa situação alarmante", tentando desqualificar as acusações.
Histórico de Outros Crimes
A ficha criminal de Eliane Aparecida Brito revela um histórico de outros delitos. Ela é apontada como autora de dois furtos registrados na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) em anos anteriores.
Em 2010, Brito figurou como responsável por furtar R$ 250 que estavam dentro da carteira da dona de uma casa onde ela trabalhava como funcionária de uma empresa de telefonia. Três anos depois, em 2013, a mulher foi detida após furtar seis peças de roupas de uma loja de departamento em um shopping de Taguatinga Sul. Na ocasião, câmeras de segurança flagraram a ação, e ela confessou ao segurança do estabelecimento que havia cortado as etiquetas das roupas e escondido os itens na bolsa.
O desdobramento judicial do caso de "estelionato amoroso" é aguardado com atenção, dada a gravidade das acusações e o impacto na vida da vítima.













