Líder do MST pede que papa ajude Haddad a taxar super-ricos
João Pedro Stedile solicita o líder da Igreja Católica endosse a ideia de um imposto comum de 15% sobre os lucros anuais de todas as multinacionais

João Pedro Stedile, líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), fez um apelo para que o líder da Igreja Católica, o papa Francisco, apoie publicamente a proposta de taxação dos super-ricos no Brasil. A medida, defendida pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, visa combater a fome global através de uma nova política fiscal.
Stedile, representando os movimentos populares da América Latina, disse que a proposta que será debatida na próxima reunião do G20 no Rio de Janeiro. A aprovação dessa medida significaria um passo adiante para sua discussão entre os presidentes dos países membros em novembro.
A iniciativa ganha força com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defende a taxação como uma ferramenta essencial no combate à fome.
A proposta sugere um imposto de 2% sobre o patrimônio dos indivíduos com mais de US$ 1 bilhão, o que poderia gerar uma receita estimada em US$ 250 bilhões.
Além disso, Stedile solicita ao papa que endosse a ideia de um imposto comum de 15% sobre os lucros anuais de todas as multinacionais, visando uma distribuição de riqueza mais justa e equitativa.

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