Como turismo pode ser diversificado no Brasil, segundo especialistas do fórum de Veja

No último painel do Veja Fórum Turismo, especialistas debateram formas de diversificar o turismo no Brasil. O evento ocorreu na quinta-feira, 19, e reuniu profissionais da área para discutir novas estratégias. O foco principal foi atrair turistas para atividades culturais, ambientais e de entretenimento.
Ricardo Piquet, diretor-geral do IDG, que administra o Museu do Amanhã, abriu o debate. Ele destacou o impacto positivo das instituições culturais no país, com milhões de pessoas alcançadas. Piquet mencionou que o Museu do Amanhã é o mais visitado da América do Sul há dez anos, com 80% do público composto por turistas.
O museu também serviu como uma âncora de revitalização da região portuária do Rio de Janeiro. Piquet afirmou que o espaço inspira instituições ao redor do mundo, incluindo na Holanda e nos Emirados Árabes Unidos. Ele enfatizou a necessidade de preservar a cultura brasileira.
Michael Nagy, CEO da Roxy, trouxe uma perspectiva sobre o turismo doméstico. Ele acredita que o maior potencial está no mercado interno, mas é necessário mudar a percepção internacional sobre o Brasil. Segundo ele, a imagem do país ainda é associada a estereótipos negativos.
Nagy criticou a antiga estratégia de marketing que vendia uma imagem distorcida do Brasil. Ele sugeriu a criação de calendários oficiais de eventos culturais para dar visibilidade e atratividade ao turismo. “Esse país está pronto para atrair o turista”, afirmou.
Os especialistas concordaram que a diversificação do turismo é essencial para o crescimento do setor. A promoção de eventos ao longo do ano pode ajudar a consolidar o Brasil como um destino turístico atraente e diversificado.












