Zambelli apresenta ofício para garantir “Direitos Humanos”; Gayer é o único de Goiás a assinar
Das 19 assinaturas no documento, apenas um deputado não faz parte do partido de Bolsonaro

O deputado federal eleito Gustavo Gayer (PL) foi o único de Goiás a assinar ofício elaborado pela deputada Carla Zambelli (PL-SP) para acionar a Defensoria Pública da União com o objetivo de garantir os direitos humanos aos participantes dos “atos terroristas”, em Brasília.
Dos 18 deputados que apoiaram a medida, somente um não pertence ao Partido Liberal, sigla do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro.
No documento, que foi datado na última segunda-feira (09), a “bancada” alega o recebimento de denúncias de que os bolsonaristas presos pelos ataques estariam sofrendo “condições indignas”.
“A partir de informações obtidas pela imprensa e mídias sociais, indentificou-se indícios de que as pessoas submetidas a custódia estatal em decorrência dos fatos ocorridos na Capital Federal em 08/01/2023 estão sendo tolhidas de condições básicas em termos de alimentação, hidratação e alojamento, havendo informações de que permaneceram em veículos e galpões, aguardando triagem e outros procedimentos”, pontua o texto.
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Confira os deputados que assinaram o ofício:
• Bia Kicis (PL-DF)
• Cabo Gilberto Silva (PL-PB)
• Capitão Alberto Neto (PL-AM)
• Carlos Jordy (PL-RJ)
• Coronel Chrisóstomo (PL-RO)
• Coronel Meira (União Brasil-SP)
• Daniela Reinehr (PL-SC)
• General Girão (PL-RN)
• Gustavo Gayer (PL-GO)
• José Medeiros (PL-MT)
• Loester Trutis (PL-MS)
• Luiz Lima (PL-RJ)
• Major Fabiana (PL-RJ)
• Rodolfo Nogueira (PL-RN)
• Silvia Waiãpi (PL-PR)
• Vermelho (PL-PR)
• Zé Trovão (PL-SC)
Além dos deputados, o ex-vice presidente e senador eleito, Hamilton Mourão (Republicanos), disse em suas redes sociais que o governo está agindo de forma “armadora, desumana e ilegal”.
“A detenção indiscriminada de mais de 1.200 pessoas, que hoje estão confinadas em condições precárias nas instalações da Polícia Federal em Brasília, mostra que o novo governo, coerente com suas raízes marxistas-leninistas, age de forma amadora, desumana e ilegal”, ressaltou.
“Violadores de Direitos Humanos”
Já o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania informou por meio de nota que se “preocupa com todas as pessoas do país que se encontram presas”. Em contrapartida, o texto também afirma que os apoiadores de Bolsonaro, que participaram dos atos “são violadores de direitos humanos e detratores da cidadania”.
O órgão afirmou que já está em contato com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) com o objetivo de monitorar a situação dos presos.
“As prisões em flagrante estão sendo lavradas e as pastas irão atuar, em conjunto, na missão de que a legalidade sempre seja observada”.
Nas redes sociais, internautas têm questionado sobre o pedido de Direitos Humanos aos “terroristas” que invadiram a Praça dos Três Poderes no último domingo (08). “Não. Espera aí. A galera que é a favor da ditadura e fim da constituição está pedindo direitos humanos?”, contestam.

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