Youtube suspende canal da Câmara de Goiânia e alega “violação” de normas
A Casa de Leis da Capital informa que já esclarece os fatos junto à empresa e que pelo prazo de sete dias a transmissão de sessões será transmitida pelo Facebook.

O Youtube suspendeu, pela segunda vez, nessa quarta-feira (24), o canal da Câmara Municipal de Goiânia sob alegação de que foi divulgado áudio ou vídeo protegido por direitos autorais ou violado diretrizes da comunidade. De tal forma, a Casa de Leis informa que a transmissão das sessões pelos próximos 7 dias será realizada pela sua página no Facebook.
Segundo assessoria da Câmara, o Youtube suspendeu as transmissões no canal sem mais detalhes. A TV Câmara Goiânia fez contato com a plataforma para esclarecer as supostas violações e reativar o funcionamento da conta. Ressaltou que não vai entrar na Justiça com relação à suspensão.
Além disso, a Casa disse que o YouTube tem sido prestativo nos esclarecimentos.
Sendo assim, pelos próximos sete dias, as sessões ordinárias, as reuniões da Comissão de Constituição e Justiça e Redação (CCJ) e as audiências públicas do legislativo municipal de Goiânia serão transmitidas pela página no Facebook.
O canal segue no ar, mas a punição impede que a Câmara faça publicações ou transmissão.
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YouTube suspende canal da Câmara de Goiânia por suspeita de espalhar "fake news"
Essa foi a segunda vez que o Youtube aplica punição na Câmara de Goiânia. A primeira aconteceu no último dia 25 de abril. À época, a justificativa foi de punição por suposta divulgação de “fake news” durante transmissão das sessões.
O YouTube alega que as notícias falsas seriam sobre assuntos relacionados à saúde.
Em nota, referente à primeira suspensão de conta, a Câmara confirmou a punição e destacou que a administração do perfil da TV Câmara Goiânia foi informada da aplicação temporária de 7 dias por descumprimento de normas da plataforma.
Porém, segundo a Casa de Leis, a empresa apresenta conteúdos considerados inapropriados de forma genérica. Eles foram citados a partir de denúncias feitas por espectadores do canal e classificados como "informações médicas inverídicas".
A primeira citação se refere ao conteúdo do dia 31 de agosto. A segunda, a 17 de setembro.
No primeiro caso, a denúncia de usuários foi feita na mesma data. No segundo episódio, a denúncia de conteúdo inapropriado foi feita no dia 24 de abril.
A menção ao dia 31 se refere ao horário em que estava sendo transmitida a sessão plenária. No caso do dia 17 de setembro, menciona audiência pública realizada no período da tarde.
Em ambos os casos, conforme a presidência da Câmara, não é possível saber a que trechos ou declarações elas se referem.
O Legislativo encerra a nota afirmando que atua para garantir a transmissão regular de suas atividades parlamentares, conciliando as regras estabelecidas pelas plataformas (que por sua vez cumprem normas definidas pelas instituições competentes) e o exercício dos mandatos.
A Casa também recomenda que essas normas sejam observadas por todos que utilizam os serviços de transmissão.

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