Vilmar defende licitação investigada por fraude e diz que operação aconteceu “sem necessidade”
Mesmo Vilmar sendo o presidente da Câmara na época, foi o ex-prefeito Gustavo Mendanha que acabou sendo alvo da "Operação Dose Dupla”, que apreendeu dois cumputadores na casa do político

O prefeito de Aparecida e Goiânia, Vilmar Mariano (MDB), afirma que a contratação da empresa que deu início a construção da nova sede da Câmara de Vereadores da cidade, "ocorreu em processo transparente e com lisura total". Vilmar era presidente da Casa em 2018, quando supostamente teria ocorrido fraude na licitação que contratou a empresa, fato apurado pela Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor), que cumpriu 15 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (19).
Mesmo Vilmar sendo o presidente da Câmara na época, foi o ex-prefeito Gustavo Mendanha (ainda no Patriota), que acabou sendo alvo da "Operação Dose Dupla”, que apreendeu dois cumputadores na casa do político. Mendanha disse que recebeu com “com estranheza”, já que desde 2016, quando assumiu como prefeito de Aparecida, não tem nenhuma ligação com o Legislativo municipal.
"Vilmar Mariano sempre esteve à disposição de todos órgãos de controle da administração pública e respeita o trabalho de todos, mas entende que não haveria necessidade das buscas e apreensões, porque todos os citados sempre estiveram a disposição das autoridades e, sobretudo, porque o processo de construção da sede própria da Câmara de Aparecida ocorreu com lisura total", disse um comunicado à imprensa.
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O atual prefeito assumiu a presidência da Câmara em 2017, quando o prédio do Legislativo ficava no Centro histórico de Aparecida. Vilmar mudou, provisoriamente, a sede para um local mais amplo, atual sede do Parlamento. Em seguida, começou a construção da nova sede. Com quatro mandatos de vereador, ele foi presidente da Câmara, entre 2017 e 2020.
Em live, apesar de não citar Vilmar, Mendanha diz acreditar que pode ter ocorrido um “erro processual” e a polícia ter colocado ele como alvo por acreditar que ele era o presidente da Casa à época. Dentro do entendimento colocado por ele, Vilmar poderia ter sido alvo da polícia nesta fase da operação.

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