Vila Nova suspende negociação com a Reag após operação da PF
Clube goiano mantém interesse na SAF, mas investidores terão de buscar nova gestora

O Vila Nova anunciou nesta quinta-feira (28), em coletiva no CT do clube em Goiânia, que não a negociação com a Reag Investimentos está suspensa, após a operação da Polícia Federal que mirou a gestora em investigação de lavagem de dinheiro ligada ao PCC.
O presidente do Conselho Deliberativo, Décio Caetano, e o vice-presidente Leandro Bittar deixaram claro: o clube não vai sentar à mesa com a Reag, mas não fechou as portas para os investidores por trás da proposta. Esses empresários devem manter o pacote de R$ 500 milhões e agora correm contra o tempo para contratar uma nova gestora que toque o fundo de investimentos e reabra a negociação.
“A SAF é importante, mas não estamos com pressa. Mais do que dinheiro, o Vila precisa de gestão, projeto, estrutura e gente capaz”, disse Décio.
A proposta bilionária colocada à mesa prevê quitar R$ 150 milhões em dívidas, modernizar o OBA e reforçar o futebol profissional e de base. No papel, parece solução para anos de crise. Na prática, a ligação da Reag com problemas de governança, balanços atrasados e agora a PF jogou o negócio na lona.
O caso expõe o dilema das SAFs: clubes endividados seduzidos por cifras gigantes, mas com risco de entregar sua história a grupos sob suspeita. No Vila, o recado é claro: o dinheiro pode ser grande, mas o risco é maior.

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