Vereadores ignoram prefeitáveis e aprovam venda de áreas públicas
Projeto de desafetação de 72 áreas públicas foi aprovado com 14 votos favoráveis e 12 contrários.

A Câmara de Vereadores de Goiânia aprovou, nesta quinta-feira (11), em primeira votação, o projeto de desafetação de 72 áreas públicas, com 14 votos favoráveis e 12 contrários. A decisão, que permite a venda dessas áreas, foi tomada apesar da oposição de alguns vereadores e dos pré-candidatos a prefeito da Capital, Vanderlan Cardoso (PSD) e Sandro Mabel (UB).
A sessão começou lenta, com dificuldade para atingir o quórum necessário. No entanto, a vereadora Sabrina Garcez (Republicanos), relatora do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), buscou o apoio dos colegas para incluir a matéria na pauta do dia.
Paralelamente, o procurador do município, José Carlos Issy, manteve conversas com os vereadores, buscando garantir a aprovação do projeto.
A discussão foi acalorada, com os vereadores da oposição criticando a venda de áreas públicas no último ano de mandato do prefeito Rogério Cruz (SD).
O Sargento Novandir questionou a necessidade da venda e a vereadora Kátia Maria levantou dúvidas sobre a legalidade da matéria durante o período eleitoral.
Do lado de fora da Câmara, o pré-candidato Vanderlan Cardoso prometeu judicializar a questão, enquanto Sandro Mabel articulou com aliados para tentar barrar o projeto.
Apesar dos esforços, a matéria foi aprovada em primeira votação e seguirá para a Comissão de Habitação e Urbanismo antes de voltar ao plenário para votação final após o recesso parlamentar.
Nas redes sociais, Mabel lamentou a decisão afirmando que "é triste saber que áreas que deveriam ser usadas para o bem do cidadão poderão ser vendidas para equilibrar um rombo financeiro fruto de má gestão".
Ele garantiu que continuará lutando contra a aprovação do projeto, que deve passar por segunda votação.
A decisão dos vereadores gerou polêmica e dividiu opiniões. Enquanto alguns defendem a venda das áreas como forma de gerar recursos para a cidade, outros criticam a medida, alegando que ela prejudicará a população e beneficiará apenas alguns grupos.

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