Vereadores de oposição vão acionar Justiça para barrar R$ 710 milhões de Rogério Cruz
Bloco de vereadores conta com apoio de outros parlamentares para destacar irregularidades do projeto e tentar impedir que o valor milionário chegue às mãos da Prefeitura de Goiânia

Grupo de vereadores, Igor Franco (Solidariedade), Welton Lemos (Podemos), Gabriela Rodart (DC), Lukas Kitão (PSD), William Veloso (PL) e Paulo Magalhães, que formam o Bloco Vanguarda, na Câmara de Goiânia, aliado a outros parlamentares de oposição à gestão Rogério Cruz (Republicanos), pretendem suspender o projeto de empréstimo da Prefeitura de Goiânia, no montante de R$ 710 milhões, na Justiça.
Segundo o vereador Igor Franco, a prefeitura retirou emenda que atendia às recomendações do Ministério Público, consequentemente, a matéria volta aos vícios apontados pelo Judiciário.
A emenda em questão descreve o detalhamento das obras a serem realizadas com os recursos. Com a retirada da emenda, a matéria retornou à Comissão de Finanças – atendendo à decisão judicial que determinou nova análise pela comissão.
“Nós vamos judicializar essa questão porque a recomendação do Ministério Público está sendo atropelada. A emenda que o Paço havia feito o acatamento da recomendação do MP, eles retiraram, projeto retornou ao seu andamento da Comissão de Finanças, ou seja, está sem observar as recomendações do Ministério Público”, explica o vereador.
Ainda segundo a vereadora Kátia (PT), por exemplo, alterações determinadas pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), com base no Regimento Interno da Câmara, não poderiam ser incluídas em emenda substitutiva porque o projeto em tramitação já se trata de substitutivo.
Também baseado no Regimento, o vereador Lucas Kitão (PSD) alega que a inclusão de emenda substitutiva só poderia ter ocorrido no primeiro turno de votação, em dezembro do ano passado. A emenda, no entanto, foi protocolada em 20 de fevereiro.
A pauta deve ir para segunda votação nesta terça-feira (05), porém, como apurado pelo G5News, vereador da base deve apresentar uma emenda “modificativa” para tentar emendar novamente as recomendações do MP.
No entanto, a tentativa de emenda na última votação é vista como “manobra” para que a base consiga regrar o projeto conforme o MP sem que a tramitação precise recomeçar do início, já que como já alertado por Kitão, essas emendar não podem ser incluídas após a primeira aprovação em plenário.
Com todos esses argumentos que apontam as irregularidades, a oposição tende a entrar na Justiça, barrar o projeto e discutir as irregularidades.
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“Então, nós do Bloco Vanguarda, juntamente com os demais vereadores da oposição, vamos judicializar essa questão e vamos buscar aí um resultado positivo e saudável para nossa cidade. Eu vejo que o pedido desse empréstimo é nada mais nada menos do que o atestado de incompetência dessa gestão. Porque quando você inicia uma gestão quer um dinheiro para poder saldar algumas contas, beleza. Agora no final da gestão querendo dinheiro, sendo que a prefeitura já está endividada, aumentar em mais de 200% o endividamento do município, isso é uma irresponsabilidade muito grande da Câmara permitir isso. Então vejo que tem, sim, que divulgar os vereadores que estão sendo levianos em autorizar, dar um cheque em branco para esse prefeito irresponsável, péssimo gestor”, afirma Igor Franco.
Caso a emenda “modificativa” seja aprovada, a matéria volta para Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), para aprovação da emenda, e, em seguida, retorna ao plenário para votação em definitivo.
Ainda há de se esperar o movimento da oposição e o parecer da Justiça em relação às possíveis irregularidades apontadas, se acata a denúncia ou não.

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