Vereadora culpa crise na Comurg por assassinato de servidor em Goiânia
Segundo Katia Maria, o ambiente de instabilidade na Comurg contribui para o adoecimento emocional dos trabalhadores e foi fator determinante para o desfecho do caso.

A vereadora Katia Maria (PT) culpou a crise vivida pela Companhia Municipal de Urbanização de Goiânia (Comurg) pela morte trágica do servidor Jessé, assassinado na segunda-feira (2) por um colega de trabalho, identificado como "Bigode", no Balneário Meia Ponte. Veja vídeo no fim do texto
Durante pronunciamento na Câmara Municipal nesta terça-feira (3), Katia pediu um minuto de silêncio em homenagem ao servidor e fez duras críticas à situação da companhia. Segundo ela, o ambiente de instabilidade na Comurg contribui para o adoecimento emocional dos trabalhadores e foi um fator determinante para o desfecho do caso.
“Venho alertando já aqui há algum tempo, que essa crise da Comurg cria uma instabilidade emocional nos seus trabalhadores", declarou a vereadora.
Segundo a petista, Jessé atuava na linha de frente das reivindicações por melhores condições de trabalho e contra a terceirização dos caminhões da Comurg.
“Dois motoristas, um reclamando há muito tempo da crise financeira, da pressão, da possibilidade de perder o cargo, o outro fazendo ali a agiotagem e, ao não dar conta de quitar a sua dívida, chegar ao pior desfecho possível, que é o assassinato, o tirar uma vida”, lamentou Katia.
Segundo ela, Jessé esteve diversas vezes na Câmara para denunciar o sucateamento da empresa e pedir condições dignas de trabalho aos servidores.
“Jessé, que estava à frente de vários movimentos, inclusive na época da terceirização dos caminhões, esteve nessa Casa por diversas vezes, reivindicando o fortalecimento da Comurg e também a estruturação para ter uma segurança jurídica e uma estabilidade emocional, porque aquela situação estava adoecendo os seus trabalhadores, presidente.”
A vítima teria sido morta após pegar R$ 50 mil emprestado com o colega — que atuava como agiota. Diante da inadimplência, Bigode teria cometido o crime em plena luz do dia.

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