Vereador protocola lei que proíbe contratação de artistas que façam apologia ao crime
O nome do projeto faz referência ao cantor de trap carioca Orua, filho de Marcinho VP, líder da organização criminosa Comando Vermelho.

O vereador Iran Cabral (PL), de Rio Verde, região sudoeste de Goiás, protocolou um Projeto de Lei que prevê a proibição da contratação de shows, artistas e eventos abertos ao público infantojuvenil que façam apologia ao crime organizado ou ao uso de drogas. Intitulado "Anti-Oruam", a proposta tem sido apresentada em várias cidades do país e até na Câmara dos Deputados, em Brasília, como ação articulada de políticos da direita.
“Nosso objetivo é proteger nossas crianças e adolescentes, garantindo que eventos financiados com recursos públicos promovam cultura, lazer e entretenimento saudável. Seguimos firmes na defesa dos valores que constroem uma sociedade melhor!”, escreveu o parlamentar na legenda de uma publicação nas redes sociais.
Quem é Oruam?
O nome do projeto faz referência ao cantor de trap carioca, Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, de 23 anos, mais conhecido como Oruam, que despontou no cenário nacional em 2021, quando participou da música “Invejoso”, com Distrito 23, Jhowzin, Raffé e Chefin.
Oruam foi uma das atrações do Lollapalooza 2024 e se apresentou no Palco Perry, ao lado de TZ da Coronel. Durante o show, um momento chamou a atenção do público. Foi quando Oruam pediu a liberdade de seu pai, Márcio dos Santos Nepomuceno, mais conhecido como Marcinho VP, preso desde 1996 e apontado como líder da organização criminosa Comando Vermelho.
A argumentação dos autores é de que o projeto surge da necessidade de garantir que tais eventos sejam promovidos de forma responsável, especialmente no que diz respeito à proteção de crianças e adolescentes. Em Brasília, foi o deputado Kim Kataguiri (UB) que protocolou o PL nesta terça-feira (11), o que rapidamente ganhou os noticiários.
A vereadora Amanda Vettorazzo (UB), da cidade de São Paulo, que também apresentou o mesmo projeto, diz que “não pode o Poder Público institucionalizar expressões de apologia ao crime organizado ou ao uso de drogas por meio de contratações artísticas em eventos com acesso ao público infantojuvenil”.
Resposta de Oruam
Oruam se pronunciou no X após virar alvo de um projeto de Lei, a chamada "Lei Anti-Oruam". O projeto pede a proibição na contratação de shows, artistas e eventos abertos ao público infantojuvenil "que envolvam, no decorrer da apresentação, expressão de apologia ao crime organizado ou ao uso de drogas".
"Eles sempre tentaram criminalizar o funk, o rap e o trap. Coincidentemente, o universo fez um filho de traficante fazer sucesso, eles encontraram a oportunidade perfeita pra isso. Virei pauta política. Mas o que vocês não entendem é que a lei anti-Oruam não ataca só o Oruam, mas todos os artistas da cena", publicou o rapper.

Única senadora eleita por Goiás, Lúcia Vânia declara apoio à Gracinha Caiado; assista
Ex-senadora ressalta trajetória de Gracinha e afirma que a candidatura representa uma oportunidade para o Estado e para os goianos

Kitão quer levar debate sobre cannabis para Alego e uso da fibra na medicina
Candidato a deputado estadual, vereador quer usar experiência acumulada em Goiânia para levar discussão à Assembleia e ampliar políticas relacionadas à cannabis medicinal em Goiás











