Vereador é acusado de filmar sucatas para fazer politicagem com a Comurg
Segundo a companhia, Igor Franco fez imagens de veículos inservíveis, alguns da década de 1980, ou que possuem penhoras judiciais e outros que serão vendidos em leilão

A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) desmentiu, nesta segunda-feira (19), as acusações feitas pelo vereador Igor Franco (MDB), que divulgou um vídeo nas redes sociais criticando a gestão da empresa e denunciando um suposto sucateamento de caminhões e má administração. Ex-líder do prefeito Sandro Mabel na Câmara Municipal, o parlamentar afirmou ser “a pedra no sapato do prefeito” ao expor o que chamou de irregularidades.
O vídeo foi gravado em uma área desativada onde funcionava o antigo transbordo da Comurg, local que o vereador classificou como “cemitério da Comurg”. Nas imagens, Igor Franco questiona a presença de veículos parados e critica o fato de a prefeitura manter contratos com o consórcio Limpa Gyn. “Isso aqui é patrimônio da cidade de Goiânia, era só colocar para circular”, afirmou.
Em nota, a Comurg rebateu ponto a ponto as declarações e classificou as acusações como “levianas” e inverídicas. Segundo a companhia, a área mencionada no vídeo não está abandonada, mas foi embargada e interditada após perder a licença de funcionamento devido à má gestão de administrações anteriores. A empresa ressaltou que o local é vigiado 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados.
Sobre os cerca de “200 caminhões parados” citados pelo vereador, a Comurg esclareceu que se tratam de veículos inservíveis, alguns da década de 1980, ou que possuem penhoras judiciais relacionadas a processos de gestões passadas, o que inviabiliza economicamente qualquer tentativa de recuperação. A companhia informou ainda que aproximadamente 100 veículos de passeio no local são sucatas, já baixadas no Detran por esta gestão e que serão destinadas a leilão.
A empresa também negou a informação de que teria adquirido pneus para esses veículos e afirmou que o abastecimento da frota ativa é feito com controle rigoroso. Além disso, destacou que a área recebe manutenção regular, com serviços de limpeza e visitas de agentes de controle de endemias, como medida preventiva contra a proliferação de insetos transmissores de doenças.
Por fim, a Comurg lamentou o que chamou de “acusações inverídicas” e ressaltou que, sob a gestão do prefeito Sandro Mabel desde janeiro de 2025, a companhia promoveu uma redução histórica de despesas e desvios. Segundo a empresa, as medidas adotadas devem gerar uma economia de cerca de R$ 3 bilhões até o fim de 2026, resultado que garantiu à Comurg a tão esperada independência financeira no início deste ano.

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