Vereador de Goiás usa documento falso para "pular" semestre e se formar mais rápido
Matheus Brito confirmou ter sido investigado, mas negou ter agido de má-fé. Segundo ele, ao perceber indícios de irregularidade nos documentos, procurou a instituição de ensino para regularizar sua situação

A Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo Especial de Investigação Criminal (Geic) de Anápolis, deflagrou a operação "Histórico Express", que investiga um esquema de venda e uso de históricos escolares falsificados do curso de Direito em faculdades do estado; entre os indiciados no inquérito policial estão o vereador de Silvânia, Matheus Gomes de Brito, e sua esposa, Jaqueline Alves de Sousa, que são acusados de usar os documentos fraudulentos para abreviar o tempo de conclusão de seus cursos.
O esquema de fraude acadêmica, que atingiu diversas instituições, era operado por um casal de funcionários de uma faculdade em Anápolis. A mulher atuava como secretária acadêmica e o homem era coordenador do curso de Direito, o que lhes dava acesso direto aos sistemas internos da instituição de ensino superior.
De acordo com o delegado Luiz Carlos da Cruz, responsável pela investigação, o casal oferecia disciplinas falsas a alunos de diferentes faculdades em troca de pagamento. Em seguida, emitiam documentos que simulavam a conclusão das matérias, permitindo que os estudantes burlassem o tempo necessário de estudo.
A investigação da Polícia Civil revelou o envolvimento do vereador Matheus Brito e de sua esposa no esquema. Matheus Brito é acusado de ter adquirido disciplinas falsas do curso de Direito, que teriam sido usadas para facilitar sua transferência para outra faculdade. A esposa, Jaqueline Alves de Sousa, utilizou os documentos fraudulentos, emitidos com o auxílio do marido, para conseguir se formar no curso de Farmácia de forma abreviada.
O delegado Luiz Carlos informou que o vereador foi indiciado duas vezes no inquérito: por ter comprado e usado seu próprio histórico falso, e por ter auxiliado a esposa na aquisição e uso dos documentos dela.
Outro Lado
Procurado, o vereador Matheus Brito confirmou ter sido investigado, mas negou ter agido de má-fé. Segundo ele, ao perceber indícios de irregularidade nos documentos que recebeu, procurou a instituição de ensino para regularizar sua situação. O vereador alegou, inclusive, ter perdido um semestre letivo para sanar o problema.
A Operação Histórico Express segue investigando outros envolvidos no esquema que compromete a credibilidade dos cursos de ensino superior no estado.

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