Vereador bolsonarista x!nga Lula e manda mulher “calar a b*ca”; veja vídeo
O embate entre os dois fez a sessão esquentar e chamou atenção pela troca de acusações

Uma sessão ordinária da Câmara Municipal de Guarulhos se transformou em palco de confronto político nesta quinta-feira (28), após um embate acalorado entre o vereador Kleber Ribeiro (PL) e a vereadora Fernanda Curti (PT). A discussão ganhou destaque quando Kleber, visivelmente irritado com as interrupções, elevou o tom e chegou a x!ngar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, usando a expressão “Lula é um v@g@b***!”, além de dizer para a colega “calar a b*ca”.
O conflito teve início quando Fernanda questionou a condução do discurso do parlamentar, alegando desrespeito regimental. Kleber, no entanto, afirmou estar sendo “perseguido politicamente” e declarou que “não iria aceitar tumulto” durante seu tempo de fala.
“Se quiserem me levar ao Conselho de Ética, que levem! Não vou me calar por causa de ninguém — nem por causa de Lu ou de quem defende ele aqui dentro!”, disparou o vereador em plenário.
Mesmo diante de gestos de reprovação e novas tentativas de interrupção, o parlamentar manteve o tom firme e disse que sua fala estava sendo cerceada por motivos ideológicos. Fernanda Curti reagiu de imediato e pediu providências à mesa diretora, afirmando que houve violência política de gênero e quebra do decoro parlamentar.
A troca de acusações fez o clima da sessão ficar tenso, levando parte dos vereadores a pedir trégua. Alguns parlamentares defenderam a liberdade de expressão de Kleber, enquanto outros cobraram postura ética e respeito aos colegas e às instituições.
A mesa diretora avalia se abrirá representação formal no Conselho de Ética, caso a denúncia seja protocolada. Nos bastidores, aliados de ambos os lados já discutem os reflexos do episódio para as eleições municipais de 2024.
Segundo o regimento interno da Câmara:
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O vereador tem tempo regulamentar de fala, sem interrupções,
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Ataques pessoais podem configurar quebra de decoro,
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Ofensas direcionadas a autoridades públicas podem gerar processo disciplinar.
Até o momento, nenhum pedido oficial de punição foi protocolado, mas a repercussão nas redes sociais já pressiona para que medidas sejam tomadas.
A expectativa é de que o episódio reverbere nas próximas sessões e possa influenciar debates sobre limites da retórica política no plenário.
A vereadora Fernanda Curti disse que não pretende recuar:
“O plenário não pode ser usado para agressões. Isso não é debate político, é desrespeito.”
Já Kleber Ribeiro reforçou que “fala o que pensa” e que “não tem medo de retaliações”.

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