Veja quem são os vereadores investigados por grilagem de terra em Goiás
O três ex-vereadores são suspeitos de legislarem e atuarem em benefício de um único empresário da cidade de Formosa (Entorno do Distrito Federal)

A operação deflagrada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), denominada “Escritório do Crime”, apura a participação de três ex-vereadores, suspeitos de legislarem e atuarem em benefício de um único empresário da cidade de Formosa (Entorno do Distrito Federal). A apuração de seis meses mira um grupo suspeito de praticar grilagem, corrupção, falsidade ideológica, uso de documento falso e associação criminosa.
Com as supostas fraudes, o empresário apontado como cabeça do esquema, conseguia se apropriar de áreas públicas e privadas. Além dos vereadores, também foram alvos dos mandados de busca e apreensão, advogados ligados à prefeitura e ao empresário, assim como empresas imobiliárias. Foram cumpridos 13 mandados judiciais.
De acordo com MP, os ex-vereadores Wenner Patrick de Sousa (Avante), Almiro Francisco Gomes (Podemos), o “Miro Bikes”, e Jurandir Humberto Alves de Oliveira (PSC) atuavam em benefício do empresário D’Artagnan Costamilan, de 72 anos, alvo de um mandado de prisão, que está foragido. A influência do empresário fez com que os parlamentares criassem uma comissão inédita, em dezembro de 2017.
Em tese, a Comissão de Assuntos Fundiários deveria promover avanços no contexto imobiliário do município. Contudo, na prática, era uma “comissão fantasma”, que não produziu “nenhum documento referente aos anos de 2017, 2018, 2019, 2020, 2021, 2023”, como informado pela Câmara de Formosa. O único objetivo desse grupo era destinar áreas públicas para D’Artagnan e sua empresa loteadora, a Nossa Casa.
Novo Cartório
Entre os movimentos políticos que demonstram a influência do empresário, a Câmara de Formosa promoveu uma Audiência Pública, requerida por Wenner Patrick, para discutir a importância da implementação de um outro cartório na cidade. Isso porque o 1º Cartório vinha passando um pente-fino em documentações e barrando ações ilegais de D’Artagnan. A audiência contou com a presença de Wenner, Alessandro e Almiro, entre outros.
Além dos três vereadores que participaram da Comissão, Wenner, Almiro e Jurandir, também se associaram à ela o advogado da Nossa Casa, Nilson Ribeiro dos Santos, o então procurador da Prefeitura de Formosa, Alessandro Oliveira, e Cláudio Thomé, que trabalha como agrimensor, a profissão que determina os limites legais das propriedades, e estaria a serviço de D’Artagnan.
Com informações do Metrópoles

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