Vanderlan Cardoso é xingado de “vagabundo” e aciona STF contra Gustavo Gayer
O senador entrou com processo no último sábado (04) após série de vídeos postados pelo deputado federal com diversos xingamentos e acusações nas redes sociais

O senador Vanderlan Cardoso (PSD) reagiu à séria de ataques cometidos pelo deputado federal Gustavo Gayer (PL) em vídeos postados nas redes sociais, onde é xingado de "vagabundo" e acusado de votar em Rodrigo Pacheco (PSD) à presidência do Senado em troca de "comissão" dentro da Casa. A defesa do senador entrou com a representação judicial no sábado (04).
Os ataques seriam decorrentes da votação para presidência do Senado, que reconduziu Pacheco ao Comando da Casa por 49 votos contra 32 de Rogério Marinho (PL), "candidato de Bolsonaro".
Em uma das publicações, Gayer dispara: “Em Goiás, Vanderlan Cardoso e Kajuru, dois vagabundos que viraram as costas para o povo em troca de comissão [...]. Eu quero pegar a minha comissão, não é não, Vanderlan? Quero ver o senhor ser candidato a prefeito agora. O Kajuru já é uma caricatura. O Kajuru ninguém fala com ele, que ele é um doido varrido”.
A defesa de Vanderlan protocolou o processo no sábado (04) e pede abertura de inquérito para que sejam investigados os crimes: difamação, calúnia e injúria, abolição violenta do Estado Democrático De Direito, violência política. Acrescenta ainda a retirada dos vídeos de todas as redes sociais e a proibição de que o deputado continue a produzir vídeos atacando o senador.
"Se pede que seja determinada a abertura de Inquérito para cômputo das suas ações, assim requer se digne requisitar ao órgão competente a devida apuração da autoria e confirmação da materialidade das ilícitas aleivosias que serão a seguir elencadas, visando a condenação do responsável pelos crimes de difamação, calúnia e injúria, abolição violenta do Estado Democrático De Direito, violência política (arts. 138, 139, 140, 141, II, II, IV, § 2o, 359-L, 359- P do Código Penal Brasileiro) e outros que venham a ser apurados, bem como a implementação de medida cautelar criminal visando evitar reiteração criminosa, com proibição de perpetuação da veiculação/distribuição por qualquer ferramenta ou ambiente, físico ou virtual, de material criminoso ofensivo contra o ora Representante", diz trecho da representação.
Vanderlan emitiu nota e explicou os motivos que levaram acionar a Justiça para se defender dos ataques, os quais classifica como "mentiras", "ofensas gratuitas" e "calúnias".
"Não aceitarei, de forma alguma, que qualquer pessoa tente usar de mentiras e de ataques caluniosos para manchar a minha história de trabalhador, realizador, defensor da população e cumpridor das leis. Não vou aceitar que tentem desacreditar e ataquem minha vida de trabalho em benefício de Goiás e do Brasil. E exatamente por me pautar pelo respeito às leis e à civilidade que solicitei às autoridades competentes que analisem as ofensas gratuitas proferidas contra mim e diversas outras autoridades da República, para que adotem perante a Justiça brasileira as medidas adequadas, sempre de acordo com a Constituição Federal, as leis e o devido processo legal", afirma o senador.
Veja íntegra da nota do senador Vanderlan Cardoso:
"Sempre fui um defensor da democracia, da liberdade de imprensa e da liberdade de expressão, mas não é disso que se trata esse caso. Estamos falando aqui de vários crimes contra a honra e a moral. Estamos falando de discurso de ódio, disseminação de informações falsas e ameaças pessoais e, principalmente, ameaça à democracia e aos Poderes constituídos. A liberdade de expressão e a imunidade parlamentar não podem ser usadas como um salvo conduto para agressões e violações da dignidade alheia, para cometimento de crimes e ilegalidades, ainda que a pretexto de exercer direitos constitucionalmente previstos. A crítica é bem-vinda, as ideias contrárias são bem-vindas, mas o ataque à honra, a injúria, a calúnia e a difamação precisam ser punidas. A tentativas de desestabilização dos Poderes da República não são toleráveis, especialmente quando vêm de quem integra um desses Poderes. Isso não é liberdade; é crime, é indecoroso, é ilegal. Não aceitarei, de forma alguma, que qualquer pessoa tente usar de mentiras e de ataques caluniosos para manchar a minha história de trabalhador, realizador, defensor da população e cumpridor das leis. Não vou aceitar que tentem desacreditar e ataquem minha vida de trabalho em benefício de Goiás e do Brasil. E exatamente por me pautar pelo respeito às leis e à civilidade que solicitei às autoridades competentes que analisem as ofensas gratuitas proferidas contra mim e diversas outras autoridades da República, para que adotem perante a Justiça brasileira as medidas adequadas, sempre de acordo com a Constituição Federal, as leis e o devido processo legal. Não espero que todos pensem igual a mim, mas espero que saibam respeitar o próximo, assim como eu respeito. Vou continuar trabalhando pensando sempre no melhor para a população, assim como tenho feito desde que entrei para a vida pública, ouvindo todas as críticas, ideias e sugestões que chegam até mim, buscando conciliá-las no exercício do meu trabalho. Tenho a certeza de que estou fazendo o que considero melhor para meu Estado de Goiás e meu País, o Brasil. E isso é inegociável".

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