Valdemar adia decisão e deixa futuro do PL em Goiás nas mãos de Bolsonaro
O pano de fundo da discussão é a definição do posicionamento do PL nas eleições estaduais.

Uma reunião considerada tensa e decisiva escancarou, em Brasília, o racha interno do PL em Goiás. Na última quarta-feira (4), o presidente nacional da sigla, Valdemar da Costa Neto, ouviu versões conflitantes sobre o futuro do partido no estado durante um encontro que reuniu o senador Wilder Morais, a deputada federal Magda Mofatto e o deputado federal Gustavo Gayer.
O pano de fundo da discussão é a definição do posicionamento do PL nas eleições estaduais. De um lado, a maioria das lideranças goianas da legenda defende uma aliança com o projeto político de Daniel Vilela, que deve disputar o governo de Goiás. Do outro, um grupo menor, liderado por Wilder Morais, insiste na manutenção de candidatura própria ao Palácio das Esmeraldas.
De acordo com relatos feitos à reportagem por integrantes do partido, o senador apresentou a Valdemar o argumento de que possui respaldo suficiente entre prefeitos e lideranças conservadoras para sustentar sua pré-candidatura. A tese, no entanto, foi contestada durante a própria reunião.
Gustavo Gayer
Gustavo Gayer, que comanda o PL em Goiânia, teria levado ao encontro levantamentos internos, listas e planilhas de apoio político que indicariam um cenário desfavorável a Wilder. Segundo ele, até mesmo gestores municipais filiados ao PL já estariam alinhados ao projeto de Daniel Vilela. Além disso, Gayer teria ressaltado o baixo desempenho do senador em pesquisas internas de intenção de voto e o fato de sua base política ser composta, majoritariamente, por ex-prefeitos e lideranças com pouco peso eleitoral no atual cenário.
Magda Mofatto
Magda Mofatto, recém-filiada ao PL após deixar o PRD, reforçou a avaliação apresentada por Gayer. A deputada destacou que a bancada federal e estadual da legenda, em sua maioria, vê com preocupação a possibilidade de uma candidatura própria ao governo e considera mais segura a composição com a base governista. O receio, segundo fontes, é de que a insistência em um projeto isolado resulte em prejuízos eleitorais para o partido em 2026.
A decisão
Diante do impasse, Valdemar da Costa Neto evitou uma definição imediata e pediu tempo para aprofundar as discussões. Nos bastidores, a avaliação é de que a decisão final deverá passar pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Wilder Morais tem visita prevista a Bolsonaro no próximo dia 14 e, segundo interlocutores do PL, a expectativa é de que o senador seja orientado a aceitar a aliança com Daniel Vilela, dentro de um arranjo que também envolveria a eleição de Gustavo Gayer ao Senado com apoio da base caiadista.
As informações são do Jornal Opção.

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