Valdemar acha pouco os R$ 882 milhões do Fundão Eleitoral e quer mais R$ 300 milhões em doações
Mesmo com R$ 881,6 milhões do fundo eleitoral, Valdemar Costa Neto afirma que o dinheiro não cobre todas as despesas da sigla e admite preocupação com o financiamento das chapas nos estados

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que os R$ 881,6 milhões que o partido deve receber do fundo eleitoral para as eleições de 2026 não serão suficientes para custear todas as campanhas da legenda. Diante desse cenário, a sigla pretende intensificar a arrecadação de recursos privados junto a pessoas físicas para reforçar o caixa eleitoral.
Segundo Valdemar, a meta é captar cerca de R$ 300 milhões em doações para complementar os recursos públicos. Desde 2018, empresas estão proibidas de fazer doações eleitorais, o que limita as possibilidades de arrecadação aos repasses de cidadãos. “Temos que arrecadar, senão teremos problema”, declarou o dirigente.
Ao justificar a necessidade de buscar mais dinheiro, o presidente do PL destacou as dimensões do país e os altos custos envolvidos em campanhas eleitorais. “O grande problema é que o dinheiro não dá para fazer tudo que precisa, porque Pernambuco é uma Portugal, o Ceará é uma Espanha e o Brasil é um continente. (...) Nossa intenção é ter R$ 300 milhões de doação para completar”, afirmou.
A expectativa da legenda é repetir o desempenho obtido em 2022, quando o então presidente Jair Bolsonaro arrecadou sozinho cerca de R$ 90 milhões em doações de pessoas físicas durante a campanha eleitoral.
Valdemar também detalhou como pretende distribuir os recursos entre os candidatos do partido. Para os deputados federais que disputarão a reeleição, a intenção é repassar o valor máximo permitido para gastos de campanha. Pelos cálculos da legenda, esse teto deve ficar em torno de R$ 3,6 milhões por candidato.
Já para a disputa presidencial, o dirigente afirmou que a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto deverá receber aproximadamente R$ 80 milhões do fundo eleitoral. O valor é inferior ao limite estimado para a corrida presidencial, que pode ultrapassar R$ 130 milhões.
Apesar da importância da eleição presidencial, Valdemar ressaltou que o foco não estará apenas nos candidatos mais competitivos. Segundo ele, o fortalecimento das chapas proporcionais é fundamental para ampliar a bancada do partido no Congresso Nacional.
“O grande problema são as chapas. Se você não ajuda a chapa embaixo, não elege em cima, porque é a soma dos votos da chapa em cada estado. Se você dá o teto lá em cima e dá menos embaixo, não faz legenda”, declarou o presidente da sigla.
A estratégia do PL para 2026, portanto, passa por equilibrar os investimentos entre a disputa presidencial e as candidaturas proporcionais, ao mesmo tempo em que busca ampliar a arrecadação privada para reforçar o orçamento eleitoral em todo o país.

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