União Brasil e MDB apresentam novo laudo em processo de "fraude" a cota de gênero contra o PL; Justiça rejeita prova
A ação pode mexer na configuração da Alego, haja vista que os deputados estaduais Eduardo Prado, Major Araújo e Paulo Cézar Martins têm mandatos em curso.

União Brasil e MDB fizeram nova investida em processo que acusam o Partido Liberal (PL) de fraudar a cota de gênero nas eleições de 2022 para a Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) e apresentaram laudo pericial ao Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) dessa vez acusando o PL de adulterar fotografias e prints de conversas no WhatsApp.
No entanto, o desembargador Ivo Favaro rejeitou a argumentação, considerando desnecessária a nova perícia.
Em sua decisão, Favaro destacou que a perícia inicial é “apta a comprovar suas teses” e que os envolvidos devem aguardar “a audiência designada no contexto dos anexos”, reforçando o critério de urgência ante ao andamento do processo.
A ação pode mexer na configuração da Alego, haja vista que os deputados estaduais Eduardo Prado, Major Araújo e Paulo Cézar Martins têm mandatos em curso. Eles contestam o novo fato e questionam a aproximação do governador Ronaldo Caiado (União Brasil) com o presidente estadual do PL em Goiás, Wilder Morais, e até o ex-presidente da República, Jair Bolsonaro.
O advogado de defesa do PL, Leonardo Pereira, sustenta que não há fundamento na argumentação do União Brasil e do MDB.
“A gente sustenta que não houve fraude porque uma das testemunhas depôs em juízo confirmando que fez campanha, comprovando que não é laranja”, destacou.
O advogado afirma que há suficientes evidências que provam que as candidatas tiveram suas campanhas ativas durante todo o período eleitoral.
Líder da bancada do PL na Alego, o deputado estadual Eduardo Prado classifica a ação como “teratológica, sem fundamento jurídico qualquer".
O parlamentar destaca que o processo impede qualquer aproximação de Caiado com o PL, seja agora nas eleições municipais, ou mais adiante em seu projeto presidencial para 2026.
“Isso, a meu ver, inviabiliza o apoio de Bolsonaro a Caiado em 2026, que o governador vive pedindo o apoio. Como líder do partido, inviabiliza qualquer composição com o União Brasil em Goiânia”, pontua.

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