Três renunciam à Mesa, Carpegiane convoca nova eleição e Reinaldo Alves tumultua
O vereador, que faz oposição ao atual presidente da Câmara de Canedo, causou confusão e foi chamado de golpista por servidores que acompanhavam a sessão

Os vereadores Anderson Alves, Rosalvo de Souza e Wesley de Souza renunciaram aos seus cargos na Mesa Diretora, nesta terça-feira (14), obrigando o presidente da Câmara de Senador Canedo, Carpegiane Silvestre (Patriota), convocar nova eleição para 1° vice-presidente e 1° e 4° secretário do Legislativo, respectivamente.
Ao saber que seria aberta a votação para escolha de novos representantes da Mesa, o vereador Reinaldo Alves (PSDB) – que lidera o grupo de oposição a Carpegiane – deu início a uma sequência de interferências à pauta, causando tumulto e bate-boca na sessão.
Acusado de tentar dar um golpe para derrubar o atual presidente ao liderar duas sessões na "surdina", entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023, até ser ameaçado de prisão pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) por desrespeitar decisão judicial, Reinaldo afirmou que como a presidência está sub-judice não pode haver nova eleição para compor os cargos da Mesa Diretora.
Porém, o regimento interno da Casa aponta que em caso de vacância, o presidente precisa realizar nova eleição.
O posicionamento de Reinaldo Alves desagradou até aliados. A vereadora Welma Lira (Patriota) questionou a tentativa do vereador tucano de obstruir a pauta ao não aceitar a eleição.
“Nós precisamos trabalhar. Deixe a Justiça decidir”, afirmou a parlamentar.
Outros vereadores criticaram afirmando que Reinaldo está passando vergonha.
“Já está quase um Brasil e Alemanha”, disse Daniel Cardoso (PSC) ao citar que Reinaldo Alves já perdeu sete ações para Carpegiane na Justiça.
O fato é que o TJ determinou que o atual presidente permaneça no cargo até o julgamento do mérito do processo que vai definir qual eleição para Mesa é válida, se a do dia 21 de novembro ou a de 1° de janeiro de 2023.
Por outro lado, Reinaldo Alves não aceita a definição do Judiciário e tenta de todas as formas obstruir os trabalhos legislativos, seja convencendo seu grupo a não participar das sessões ou batendo boca em plenário.

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