Três nomes ganham força e já “sufocam” o desgastado Rogério Cruz
O atual prefeito amarga alto índice de rejeição e terá dificuldades para se reeleger. Os concorrentes também assustam ainda mais o republicano.

Com o fim do pleito para presidente da República, senador e deputados, a política goiana já volta suas atenções para as eleições municipais, entre elas, o posto mais cobiçado, o comando da Prefeitura da Capital.
Até o momento, há mais de 10 interessados na cadeira do desgastado Rogério Cruz (Republicanos), mas três nomes podem “sufocar” o projeto de reeleição do prefeito.
Nos bastidores, políticos, analistas e palpiteiros dão como certo o nome do senador Vanderlan Cardoso (PSD) na disputa.
A avaliação é que Vanderlan, além de ter um nome forte para concorrer ao cargo, não tem nada a perder. Ele tem pela frente mais quatro anos garantidos no Senado e se for derrotado na municipal, a campanha a prefeito de Goiânia serve como “plus” para seu próximo desafio eleitoral. Ou seja, seu projeto de reeleição ao Senado ou de eleição ao Governo do Estado começaria em 2024, dois anos antes das eleições gerais. Com isso estaria um passo à frente de seus concorrentes.
Por outro lado, o Partido dos Trabalhadores (PT), que venceu a eleição presidencial com Lula, quer a deputada federal eleita Adriana Accorsi na corrida pelo Paço Municipal.
Apesar de Accorsi já ter perdido duas eleições, os petistas avaliam que agora a situação é outra. Eles apostam que se Lula fizer uma boa gestão nos próximos dois anos e Adriana Accorsi fizer um bom mandato em Brasília ela terá fôlego para, desta vez, levar a melhor nas urnas.
Porém, um candidato que represente o bolsonarismo, pode, tranquilamente, jogar “água no chope petista”. Em Goiânia, por exemplo, Bolsonaro, apesar de perder as eleições no Brasil, mostrou sua força no estado, derrotou o PT com ampla maioria em Goiás: foram 513.018 votos, o que corresponde a 63,95% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 289.172 votos, o que representa 36,05% dos votos válidos.
Mas tudo vai depender do arco de alianças que estes candidatos conseguirão fazer nos próximos 18 meses.
Há também o nome da filha de Iris Rezende (já falecido), Ana Paula Rezende. A entrada dela seria uma “cruz” pesada para Rogério carregar rumo à sua reeleição. Ocorre que ela resiste à ideia de disputar, mas o MDB de Daniel Vilela tenta convencê-la a não abandonar o legado do pai.
Por enquanto, estes três nomes são os que poderiam sufocar de vez as intenções do prefeito Rogério Cruz em disputar. O atual gestor está em baixa e pesquisas realizadas mostram uma reprovação de mais de 74%, o que inviabiliza qualquer político que busca a reeleição.
Foi assim com o presidente Jair Bolsonaro (PL), que entrou na disputa com uma rejeição de 54%. Ele conseguiu reduzir este índice durante a campanha, mas não o suficiente para bater seu adversário, o presidente eleito Lula – que por sinal também tem alta rejeição do eleitorado.
Um nome forte que vem sendo falado nos bastidores é o de Gustavo Mendanha (Mais Brasil), porém, a um empecilho jurídico. É que há uma normativa do Supremo Tribunal Federal (STF) que julgou caso de repercussão geral impedindo que um político, após dois mandatos em uma cidade, possa pleitear o terceiro mandato em municípios limítrofes ou mesmo conglomerado (região), como é o caso de Goiânia e Aparecida.
Mendanha renunciou à Prefeitura de Aparecida no segundo mandato, mas para disputar o Governo do Estado. Neste caso, alguns juristas acreditam que há brecha para o ex-prefeito de Aparecida conseguir juridicamente liberação para o pleito na Capital.
Caso a decisão seja positiva para Mendanha, a vida de Rogério Cruz fica ainda mais complicada, já que o ex-prefeito de Aparecida tem uma aprovação enorme em toda Região Metropolitana.
Outros nomes
Por fora, há outros nomes que podem entrar na disputa como o atual vice-governador e deputado estadual eleito Lincoln Tejota (União Brasil) e o presidente da Câmara de Goiânia, Romário Policarpo (Republicanos), que podem tirar votos do atual prefeito.

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