Três maternidades de Goiânia alegam calote da prefeitura e suspendem atendimentos
A Fundahc afirma que o envio de verbas está atrasado e, por isso, não conseguem comprar itens básicos, como produtos de higiene, comida, medicamentos, soro, seringas, toucas, luvas e máscaras

A Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (Fundahc), que administra as três maternidades públicas de Goiânia, anunciou que as cirurgias eletivas e novos atendimentos estão suspensos devido à falta de itens básicos de saúde para funcionários e pacientes. A organização afirma que cobra uma dívida de mais de R$ 67 milhões da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
Com isso, o Hospital e Maternidade Dona Íris (HMDI), Maternidade Nascer Cidadão (MNC) e o Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara (HMMCC) não estão realizando procedimentos eletivos, bem como não há mais oferta de vagas para agendamento ou internações. Estão mantidos, momentaneamente, apenas os atendimentos de urgência e emergência.
A Fundahc afirma que o envio de verbas está atrasado e, por isso, a gestão das unidades não conseguem comprar itens básicos, como por exemplo, produtos de higiene, comida, medicamentos, soro, seringas, toucas, luvas e máscaras, além do pagamento dos funcionários. A fundação suspendeu os procedimentos que necessitam de insumos, como cirurgias e colocação de DIU.
“A Fundahc adotou todas as medidas possíveis para manter o serviço até este momento, sempre na tentativa do diálogo. Foram enviados ofícios convidando representantes do Executivo municipal para reuniões com a fundação, fornecedores e gestores das unidades, todos sem retorno”, afirmou em nota.
As três unidades realizam cerca de mil partos por mês, 17 mil exames laboratoriais e de imagem, incluindo mamografias e ultrassonografias, 3,4 mil consultas médicas, 150 cirurgias eletivas e 5,8 mil atendimentos de urgência e emergência. “Volume significativo não só para a capital, mas para todo o estado de Goiás”, enfatiza o texto.
“A questão não é a falta de um profissional ou outro, é não conseguir soro, gaze ou alimentação. Uma unidade de saúde só funciona com qualidade e eficiência quando todos os agentes envolvidos entregam devidamente seus produtos e serviços”, finaliza. A Fundahc diz que está aberta ao diálogo e que aguarda uma resolução definitiva e imediata para o problema.
Outro lado
O G5 News entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde para pedir um posicionamento. Contudo, até a publicação desta reportagem, não obteve retorno.

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