TRE determina novas eleições em município de GO; defesa tenta recurso
Ex-prefeito de São Simão, Assis Peixoto responde processo por pedofilia e foi cassado por quebra de decor. O vice, Fábio Capanema foi condenado por crime de improbidade.

O Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) determinou a realização de novas eleições no município de São Simão (365 km da Capital), onde a chapa vencedora, encabeçada pelo ex-prefeito Assis Peixoto (PSDB), foi cassada no último dia 5, devido à condenação do vice, Fábio Capanema (PP), por improbidade administrativa, que transitou em julgado após as eleições de 2020 e fez com que ele tivesse os direitos políticos suspensos.
Embora a defesa alegue que a cassação deveria cair apenas sobre o vice, já que não tem nada a ver com a investigação por pedofilia que Peixoto enfrenta na Justiça, o TRE afirma que a chapa é indivisível e decidiu pela condenação.
O advogado Juberto Jubé alega ainda que a determinação de novas eleições foi equivocada e precipitada, já que a condenação de Capanema está suspensa por liminar e ainda cabe recurso no TRE.
Apesar da determinação, na última quarta-feira (10), o novo pleito ainda não tem data. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve se manifestar após recurso da defesa de Capanema.
O vice está há meses à frente do Executivo de São Simão, desde que Peixoto foi afastado por quebra de decoro, em outubro. O ex-prefeito recebeu diversas acusações de pedofilia e chegou a ser preso a pedido do Ministério Público.
Ex-prefeito investigado por pedofilia
Embora a cassação da chapa seja por causa da condenação do vice, o cabeça Assis Peixoto, que venceu as eleições em 2020 e assumiu a prefeitura de São Simão, está afastado das funções desde 25 de outubro pela Câmara Municipal, que cassou o prefeito por quebra de decoro.
Até então prefeito, Peixoto foi alvo de diversas denúncias o acusando de crimes sexuais contra crianças e adolescentes no município. Ele chegou a ser preso em 28 de julho, quando a Justiça acatou pedido do Ministério Público (MP).
A primeira denúncia foi realizada em 19 de julho, quando uma mulher entregou imagens, conversas e vídeos de Peixoto assediando o filho dela, um adolescente de 15 anos.
A partir daí outras 7 pessoas formalizaram denúncias contra o prefeito. Todas as vítimas, à época dos crimes, tinham entre 8 e 15 anos.
Jornalista e servidor público, Luís Manuel Lima de Araújo foi uma das vítimas que quebrou o silêncio, relatou que foi abusado pelo prefeito por seis anos, quando ainda era criança até a adolescência. Junto à denúncia, a vítima protocolou pedido de impeachment contra o gestor.
Luís explicou que não fez a denúncia antes por vergonha, mas que tomou coragem após a divulgação de um vídeo aonde um homem, supostamente Peixoto, se masturba para um adolescente durante uma videochamada.

Kitão quer levar debate sobre cannabis para Alego e uso da fibra na medicina
Candidato a deputado estadual, vereador quer usar experiência acumulada em Goiânia para levar discussão à Assembleia e ampliar políticas relacionadas à cannabis medicinal em Goiás

Pedro Sales desiste de candidatura a deputado federal em Goiás
Nos bastidores, Pedro Sales era apontado como um dos nomes cotados para integrar a chapa do PSD na disputa por uma cadeira na Câmara Federal.












