"Tem malandro aumentando e não tem nada a ver com Irã", diz Lula ao acionar PF contra postos
Presidente garantiu que Brasil tem estoque para segurar preços; "Aumenta o frete, aumenta o quiabo", alertou

Durante visita oficial a Goiás nesta quinta-feira (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom contra a alta dos combustíveis. Na inauguração da nova linha de produção da montadora chinesa Changan, na fábrica da CAOA em Anápolis, Lula classificou como "ganância" o aumento nas bombas motivado pela crise no Oriente Médio e determinou que a Polícia Federal (PF) e os Procons atuem com rigor para punir abusos.
Lula rebateu o argumento de que a guerra entre Irã e Israel justificaria altas imediatas no Brasil. Segundo o presidente, o país produz 70% do diesel que consome e o governo já criou mecanismos de subsídio para a parcela importada. "A gente criou medidas para não permitir que o aumento chegue. O que é produzido aqui não tem que seguir o dólar da crise lá fora", afirmou.
O presidente destacou que a alta do diesel é um gatilho para a inflação de alimentos, afetando os mais pobres e os caminhoneiros. "Tudo que aumenta no combustível cai na mesa do povo. Aumenta o frete, aumenta o preço da alface, da cebola e do quiabo", exemplificou, reforçando que o governo não aceitará repasses injustificados.
Sem poupar críticas, Lula denunciou empresários que estariam remarcando preços de estoques antigos ou até do etanol (que não depende de petróleo). "Tem malandro no posto aumentando a gasolina que não tem nada a ver com a crise do Irã. Tem gente aumentando até o etanol mesmo com a gente dando subsídio", disparou o petista, legitimando as operações que já começaram a ocorrer em Goiás através do Procon estadual.

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