TCM descobre supostos "fantasmas" no IMAS e abre investigação
Apuração do Tribunal de Contas deve gerar nova dor de cabeça ao prefeito Rogério Cruz (Solidariedade), após a gestão sofrer duas operações policiais por suspeita de corrupção na Comurg e Infraestrutura.

O Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (IMAS) está sendo investigado pelo Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (TCMGO) por suspeita de pagamento de salários a funcionários fantasmas. A denúncia, feita à Ouvidoria do tribunal, aponta que os servidores Fabrício Magalhães e Pedro Augusto Barros de Mello receberam salário de quase R$ 5 mil sem comprovação da prestação de serviços.
Os citados apontam que os dois não comparecem ao trabalho e tem suas folhas de ponto assinadas de forma irregular. A denúncia ainda revela que as folhas de ponto são preenchidas manualmente, com horários de entrada e saída praticamente idênticos todos os dias, o que levanta suspeitas sobre a veracidade dos registros.
O TCM, em sua investigação, constatou a falta de controle adequado da frequência dos servidores e a ausência de documentos que comprovem a efetiva prestação de serviços por parte dos acusados. Essa omissão na fiscalização resultou em pagamentos indevidos com dinheiro público, configurando dano ao erário.
Diante da gravidade das irregularidades, a Corte de Contas decidiu converter o processo em uma Tomada de Contas Especial, a fim de apurar o dano causado aos cofres públicos e responsabilizar os envolvidos.
O presidente do IMAS, Welmes Marques da Silva, será notificado e terá que apresentar defesa. Caso seja comprovado o dano ao erário, ele poderá ser multado em até 25% do valor desviado.
Até a publicação desta reportagem, o G5news ainda não havia conseguido contato para que o instituto se manifeste.
Suspeitas de corrupção
Apuração do Tribunal de Contas deve gerar nova dor de cabeça ao prefeito Rogério Cruz (Solidariedade), após a gestão sofrer duas operações policiais por suspeita de corrupção na Comurg e Infraestrutura. A administração é investigada pela Polícia Civil por suspeitas desvios de mais de R$ 200 milhões.
Outro Lado
Em nota, o Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (IMAS) informou ao G5News que ainda não foi notificada oficialmente sobre uma possível atuação do Tribunal de Contas dos Municípios em relação a um processo envolvendo ex-funcionários do instituto. Ainda que os nomes citados não mais integram a administração municipal.
Veja íntegra da nota do Imas
"O Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (IMAS) informa que a atual gestão não foi notificada oficialmente sobre uma possível atuação do Tribunal de Contas dos Municípios em relação a um processo envolvendo ex-funcionários do instituto.
Além disso, esclarece que os nomes cotados não mais integram a administração municipal. O senhor Pedro Augusto Barros de Mello exerceu o cargo comissionado de Gerente de Atendimento ao Usuário no período entre 30/11/2022 e 16/05/2023, com as devidas frequências assinadas. Em relação ao senhor Fabrício de Amorim Magalhães, o ex-servidor exerceu o cargo comissionado de Assessor de Comunicação no período entre 15/06/2021 e 26/10/2022, também com as devidas frequências assinadas.
Por fim, o instituto ressalta que a motivação para o trabalho é um dos fatores mais importantes a ser pontuado por esta nova gestão, buscando transparência em todas as ações desenvolvidas".

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