Talles Barreto declara que dinheiro da venda da empresa vai para os servidores públicos
O deputado também se declarou contra a proposta do deputado Mauro Rubem (PT) de realizar um plebiscito para consultar a população sobre a venda da companhia

O deputado Talles Barreto (UB) fez encaminhamento de voto durante a Ordem do Dia, desta quinta-feira (21), quando defendeu projeto de lei que autoriza o Executivo goiano a promover medidas de desestatização da Companhia Celg de Participações (Celgpar). A propositura, de autoria do Executivo, foi protocolada com o nº 2417/23.
Talles afirmou que a empresa Equatorial promoveu melhorias nos serviços de energia em Goiás.
“A Equatorial está fazendo grandes investimentos. Eu estive várias vezes com o CEO da empresa e vi que há boa vontade, e que recursos estão sendo aplicados. Investimentos que nós não tivemos nem na Celg e, muito menos, na Enel. O governador já afirmou que todo o dinheiro arrecadado vai para a Goiasprev”, afirmou.
Talles também se declarou contra a proposta do deputado Mauro Rubem (PT) de realizar um plebiscito para consultar a população sobre a venda da companhia.
“Quando a gente elege o governador, é para ele ter autonomia para fazer, juntamente com a sua equipe, o que é melhor para Goiás. Vou votar a favor dessa matéria, e pode ter certeza que esse recurso vai para o funcionário público”, arrematou.
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Privatização da CelgPar
Foi aprovado, em segunda votação, com 25 votos favoráveis e 6 contrários, o projeto de lei que autoriza o Executivo goiano a promover medidas de desestatização da Companhia Celg de Participações (Celgpar). O objetivo é “a melhoria dos serviços de geração e transmissão de energia elétrica com investimentos do setor privado”. Trata-se de projeto de lei oriundo da Governadoria do Estado, protocolado, na Alego, com o número 2417/23. Nessa fase de votação, foram registrados, no painel eletrônico, os votos contrários dos deputados Mauro Rubem (PT), Bia de Lima (PT), Delegado Eduardo Prado (PL), Major Araújo (PL), Gustavo Sebba (PSDB) e José Machado (PSDB).
O argumento oficial é de que a desestatização da Celgpar traria melhoria da infraestrutura e da transmissão de energia elétrica, além de benefícios financeiros ao Estado de Goiás, com redução da dívida pública e contribuição para a reestruturação econômica e para a possibilidade de concentração dos recursos da administração pública em áreas prioritárias, como educação e saúde.

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