Suplente entra na briga por cadeira de Aava Santiago na Câmara de Goiânia
Decisão abre espaço para suplente atuar no processo e aumenta tensão na disputa que pode tirar mandato da vereadora

Decisão da Justiça Eleitoral acirrou ainda mais a disputa envolvendo o mandato da vereadora Aava Santiago, em Goiânia. O desembargador eleitoral Adenir Teixeira Peres Júnior autorizou a entrada de novos interessados no processo — entre eles, o primeiro suplente, Michel Afif Magul — o que pode influenciar diretamente o futuro da cadeira na Câmara Municipal.
A decisão monocrática atende a pedidos tanto do suplente quanto do colegiado da federação PSDB/Cidadania de Goiânia. Segundo o magistrado, há interesse jurídico dos dois na ação, já que o resultado pode alterar a composição do mandato em disputa. Com isso, ambos passam a acompanhar o caso oficialmente como terceiros interessados.
O despacho determina ainda que eles recebam o processo no estágio atual, enquanto seguem as intimações já previstas. Após essa etapa, o caso retorna para nova análise.
Com a entrada do suplente Michel Afif Magul no processo, o caso ganha um novo elemento de pressão. Caso a Justiça decida pela perda do mandato de Aava, é ele quem pode assumir a vaga.
Enquanto isso, a vereadora afirma que segue tranquila e focada no mandato, destacando sua atuação e votação expressiva na capital.
A decisão final caberá à Justiça Eleitoral, que deverá avaliar se houve infidelidade partidária — e, no limite, definir quem fica com a cadeira na Câmara de Goiânia.
Entenda o processo
A ação foi movida pelos diretórios estadual e metropolitano do PSDB, que pedem a perda do mandato de Aava por infidelidade partidária. A vereadora deixou o partido após cerca de 20 anos e se filiou ao PSB sem apresentar carta de anuência — documento geralmente exigido fora da chamada janela partidária.
Como a regra da janela não se aplica a vereadores, a situação abriu margem para disputa judicial.
Aava afirma que foi surpreendida pela ação e que soube do processo pela imprensa. Segundo ela, até então não havia sido formalmente comunicada nem tinha acesso ao conteúdo da acusação.
Bastidores e promessa política
A vereadora sustenta que sua saída foi discutida previamente com lideranças do PSDB. Ela relata que, desde outubro de 2025, mantinha conversas com o ex-governador Marconi Perillo sobre o tema.
De acordo com sua versão, em reunião realizada no dia 9 de fevereiro, foi informada de que havia articulação política para viabilizar sua saída com anuência, envolvendo inclusive lideranças nacionais e o vice-presidente da República.
A parlamentar afirma que recebeu confirmação desse acordo no dia seguinte, o que teria reforçado sua confiança de que a mudança de partido ocorreria sem conflito jurídico.
Leia Mais
Vereadora denuncia perseguição e diz que Marconi “não tem palavra”
PSDB vai à Justiça e pede mandato de Aava Santiago; vereadora reage com “surpresa”
Ataque público e clima de guerra
A crise ganhou tom ainda mais duro no Dia Internacional da Mulher, quando Aava publicou um vídeo nas redes sociais acusando lideranças do PSDB de perseguição política.
No desabafo, ela afirmou que um “pequeno grupo de homens” estaria tentando cassar seu mandato e fez críticas diretas a Marconi Perillo, dizendo que confiou em sua palavra.
A vereadora também declarou que a ação seria uma tentativa de silenciar sua atuação como voz de oposição na capital.
>>> Clique aqui e receba notícias de Goiás na palma da sua mão
>>> Acesse este link e siga a notícia em tempo real no Instagram

Vanderlan e Gayer têm as maiores rejeições na disputa pelo Senado, aponta Paraná Pesquisas
Senador chega a 14,6% de rejeição, seguido pelo deputado federal, com 12,9%; líder nas intenções de voto, Gracinha Caiado aparece logo depois, com 11,5%

Gracinha lidera com folga corrida pelo Senado; Gayer em segundo e Vanderlan terceiro
Candidata do União Brasil chega a 41%, enquanto Gustavo Gayer marca 27,1% e Vanderlan Cardoso aparece com 21,4%











