Suplente de vereador é diplomado, mas pode perder mandato por decisão do TSE
Paulo Magalhães e Márcio Carvalho devem tomar posse na Câmara de Goiânia na próxima quarta-feira.

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em Goiás diplomou, na tarde desta sexta-feira (21), os suplentes de vereadores Paulo Magalhães (União Brasil) e Márcio Carvalho (Cidadania) para ocuparem as vagas deixadas por Bruno Diniz e Santana Gomes, que tiveram os registros de candidaturas cassados após a Justiça confirmar que o PRTB fraudou a cota de gênero.
Apesar da diplomação, Márcio Carvalho pode perder o cargo. Nesta sexta, o ministro Ricardo Lewandowski, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acatou pedido do Podemos e cassou a chapa do Cidadania na disputa de 2020 para vereador de Goiânia, também por suspeita de fraude na cota de gênero.
Entretanto, como o TRE goiano não foi notificado sobre a decisão de Lewandowski e nem fez a contagem de votos até o momento para definir, de vez, quem assumirá os vagas, Márcio Carvalho permanece no cargo. Ele também pode recorrer da decisão, que cassou a chapa do Cidadania.
Reprodução
Paulo Magalhães, suplente de vereador que foi diplomado pelo TRE nesta sexta.
Na denúncia consta que o partido descumpriu as cotas de gêneros quando Vanilda da Costa Madureira, que disputava uma cadeira na Câmara, renunciou.
Diante da saída, a Justiça avaliou que o partido não fez substituição nem retirou candidaturas de homens a fim de manter a proporção dentro da chapa.
Mesmo assim, o TRE considerou que a denúncia do Podemos não tinha provas suficientes para cassar a chapa do Cidadania e negou a solicitação. No entanto, para o TSE houve clara tentativa de enganar o Judiciário apresentando uma candidatura apenas para preencher a cota de gênero e, com isso, participar da disputa eleitoral.
Caso a decisão seja mantida, o Cidadania ainda pode perder seu único vereador eleito, Marlon dos Santos Teixeira.

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