STF vê Bolsonaro emparedado e avalia situação após ato em São Paulo; confira
Para vários ministros da Corte, o ex-presidente terceirizou os ataques à Corte para o pastor Silas Malafaia, mas sem gerar o mesmo efeito na multidão

No início da noite deste domingo (25), após o ato de Jair Bolsonaro em São Paulo, alguns ministros da ala majoritária do Supremo Tribunal Federal (STF), composta por Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino, se reuniram e chegaram a algumas conclusões. As informações são do portal Metrópoles.
Os ministros perceberam que Bolsonaro está se sentindo acuado, como evidenciado por seu discurso mais contido, sem ataques diretos. Eles acreditam que isso ocorre porque Bolsonaro sabe que a prova para condená-lo não é mais teórica, como a suposta influência intelectual sobre todo o esquema para o golpe, semelhante ao domínio do fato usado para condenar petistas no Mensalão. Agora, a prova é material.
Bolsonaro tentou terceirizar os ataques ao STF para o pastor Silas Malafaia, mas sem gerar o mesmo efeito na multidão. Os ministros veem nessa estratégia a aposta de que Malafaia teria uma blindagem, por ser religioso, mas concordam que isso tem limite. Se Malafaia usar dinheiro de sua igreja ou de associações privadas para financiar os atos, ele será envolvido.
A baixa adesão de políticos ocorreu porque muitos têm complicações eleitorais no Tribunal Superior Eleitoral e temem o efeito que isso teria sobre seus casos. Além disso, o efeito deste tipo de ato era um com Bolsonaro presidente. É outro com ele fora do poder.
Em resumo, na visão da maioria dos ministros do STF, nada mudou. Há elementos para condenar Bolsonaro. Era assim hoje de manhã. E segue assim.

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