STF aprova aumento de 18% para ministros e pode causar impacto superior a 4 bilhões aos cofres públicos
O novo valor, se aprovado no Congresso e sancionado pelo presidente Bolsonaro (PL), entra em vigor em 2023, cumprindo o orçamento do ano, previsto em R$ 850 milhões.

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram, por unanimidade, pela aprovação da proposta de reajuste de 18% de todos os magistrados e servidores da Justiça nesta quarta (10), em sessão agendada pelo presidente da Corte Luiz Fux. Com a aprovação, os salários dos ministros sobem de R$ 39.293,32, podendo superar os R$ 46 mil.
O reajuste pode provocar efeito cascata, uma vez que estabelece o novo teto do funcionalismo público em geral e abre brecha para que as demais categorias pleiteiem reajustes salariais. O último reajuste do STF aconteceu em 2018 com índice de 17% e gerou efeito cascata na casa dos 4 bilhões.
O novo valor, se aprovado no Congresso e sancionado pelo presidente Bolsonaro (PL), entra em vigor em 2023, cumprindo o orçamento do ano, previsto em R$ 850 milhões.
Como adiantou a colunista Carolina Brígido, do UOL, a tendência é que o plenário aprove o aumento, elevando o salário dos próprios ministros de R$ 39,2 mil para R$ 46,3 mil.
A proposta em discussão no Supremo estabelece um aumento em quatro parcelas sucessivas pagas em abril e agosto de 2023 e em janeiro e julho de 2024. O texto final dependerá do Congresso, que é responsável por aprovar o projeto de lei, e do presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem cabe sancionar ou não a proposta.
O índice de reajuste, porém, é considerado aquém do esperado por entidades de classe da magistratura e de servidores do Judiciário. Ontem, representantes das categorias consultadas pelo UOL criticaram o aumento (18%) e disseram que há espaço no caixa do Judiciário para elevar o percentual de 30% a 40%.
As entidades também criticaram o parcelamento do pagamento, afirmando que a medida prejudicará magistrados e servidores no longo prazo devido às perdas inflacionárias. Os grupos tentaram pressionar o STF reabrir a discussão, mas interlocutores do presidente da Corte, ministro Luiz Fux, já consideravam difícil uma mudança no texto levado hoje ao plenário. (Com informações UOL)

Kitão quer levar debate sobre cannabis para Alego e uso da fibra na medicina
Candidato a deputado estadual, vereador quer usar experiência acumulada em Goiânia para levar discussão à Assembleia e ampliar políticas relacionadas à cannabis medicinal em Goiás

Pedro Sales desiste de candidatura a deputado federal em Goiás
Nos bastidores, Pedro Sales era apontado como um dos nomes cotados para integrar a chapa do PSD na disputa por uma cadeira na Câmara Federal.













