Servidores aceitam reajuste salarial de 10,16% oferecido por Caiado
Índice não está nem perto do que foi solicitado pelos servidores, 25,53%, que seria referente à recomposição salarial relativo à inflação dos últimos quatro anos.

Os servidores públicos de Goiás aceitaram proposta de recomposição salarial de 10,16%, referente à inflação do último ano, durante reunião na manhã desta terça-feira (08), na antiga sede da Assembleia Legislativa (Alego), onde representantes das categorias se reuniram para discutir e decidir se aceitariam, ou não, a oferta.
Apesar de terem aceitado o reajuste de 10,16%, índice que não está nem perto do que foi solicitado pelos servidores, 25,53%, que seria referente à recomposição salarial relativo à inflação dos anos do governo Caiado, o presidente do Sinpol Goiás, Paulo Sérgio Alves de Araújo, declarou que a decisão foi frustrante, mas prudente para o momento.
“Não chega nem perto dos 25,53% anteriormente exigidos e que correspondem aos 4 anos sem recomposição salarial com uma inflação que engoliu nossos rendimentos”, desabafou Paulo Sérgio.
O próprio governador Ronaldo Caiado (União Brasil) chegou a declarar que os servidores do Estado não recebiam a data-base (recomposição salarial) desde o ano de 2016. No entanto, ainda assim, quando encaminhou o a Leia Orçamentária Anual (LOA) para 2022 o pagamento do reajuste não estava previsto, o que levantou o “alerta” e, ainda em 2021, os funcionários passaram a “perseguir” o governador e fazer protestos exigindo o direito.
Bastante pressionado, e ainda levando em consideração que se trata de ano eleitoral, Caiado resolveu agora em 2022, negociar com os sindicatos estaduais e “entrar num acordo”.
A iniciativa de abrir conversa para entrar “num acordo” foi vista como forma de “adoçar a boca dos servidores”, mudar sua imagem diante da categoria, já que é um grupo que pode fazer diferença nas urnas em outubro.
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De tal forma, o governador teria pedido para o secretário-geral de Governo de Goiás, Adriano da Rocha Lima, se reunir com os representantes dos servidores e negociar o reajuste. Durante reunião, no dia 23 de fevereiro, a proposta feita pelo Governo foi de 5,5%, que foi recebida pelos líderes sindicalistas como “absurda” e, consequentemente, recusada.
A avaliação ao fim do debate entre o secretário e os sindicalistas é de que seria melhor o Governo não ter feito nenhuma proposta e deixar como estava.
“Isso é um absurdo diante de tudo que temos vivido”, pontuou o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Goiás (Sinpol-GO), Paulo Sergio Alves de Araújo.
Na última sexta-feira (04), durante novo encontro entre o secretário e os servidores, Adriano da Rocha Lima fez contraproposta de 10,16% afirmando que seria o índice máximo que o Governo poderia pagar, já que devido à adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) o Estado é impedido de arcar com reajuste maior do que a inflação do último ano.
Após decisão de aceitar proposta do Governo, representantes dos servidores levaram ata da assembleia para entregar ao secretário Adriano da Rocha Lima.
Agora, o Governo deve encaminhar Proposta de Lei (PL) à Alego, para ser votado pelos deputados e, se autorizado, sancionado por Caiado para que o reajuste seja liberado para pagamento.

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