Senador Kajuru é o único de Goiás a favor da CPI; Vanderlan e Luiz consideram medida eleitoreira
Comissão seria aberta para apurar suposto "balcão de negócios" no MEC, chefiado por pastores, para liberar recursos aos municípios em troca de propina.

Jorge Kajuru (Podemos) foi o único senador de Goiás a assinar o pedido de abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar possível esquema de corrupção no Ministério da Educação (MEC). Vanderlan Cardoso (PSD) e Luiz do Carmo (PSD) recusaram assinar por considerar que a medida é eleitoreira.
A proposta da comissão foi feita pelos partidos de oposição ao Governo Bolsonaro para apurar suposto "balcão de negócios" no MEC, chefiado por pastores, para liberar recursos aos municípios em troca de propina. O caso é investigado pelo Ministério Público Federal (MPF).
Inicialmente, 27 assinaturas parlamentares assinaram o documento para instalação da comissão no Senado. No entanto, o Governo manobrou em várias frentes, inclusive no “Orçamento secreto” e conseguiu convencer três senadores a retirar apoio. São eles: Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), Styvenson Valentim (Podemos-RN) e Weverton (PDT-MA).
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Nos bastidores, a informação é que senadores ligados à bancada evangélica fizeram questão de negociar direta e indiretamente para “engavetar” a CPI. Uma das propostas aos aliados é a liberação de emendas e apoio nos estados para as eleições de outubro também são citados.
Nas redes sociais, Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) afirmou que a CPI do MEC neste momento viraria um palanque político.
"Resolvi retirar a minha assinatura da CPI do MEC. Continuo acreditando que existem fatos graves no MEC que precisam ser investigados. Porém, uma CPI tão próxima das eleições acabará em palanque eleitoral", argumentou.
Styvenson, do partido de Kajuru, disse em nota que também quer evitar um debate político sobre o tema.
"Todas as denúncias de crime devem ser investigadas e os criminosos punidos, mas avaliou que trazer essa discussão para dentro do Congresso Nacional em um ano eleitoral serviria apenas para dar palanque político para a oposição", explicou seu gabinete.
Esse é o mesmo argumento dos senadores de Goiás Vanderlan e Luiz do Carmo. Apenas 24 mantêm as assinaturas.
Veja a lista, repassada pelo gabinete de Randolfe:
1. Alessandro Vieira (PSDB-SE)
2. Cid Gomes (PDT-CE)
3. Dario Berger (MDB-SC)
4. Eliziane Gama (Cidadania-MA)
5. Fabiano Contarato (PT-ES)
6. Humberto Costa (PT-PE)
7. Jader Barbalho (MDB-PA)
8. Jaques Wagner (PT-BA)
9. Jean Paul Prates (PT-RN)
10. Jorge Kajuru (Podemos-GO)
11. Leila Barros (PDT-DF)
12. Mara Gabrilli (PSDB-SP)
13. Nilda Gondim (MDB-PB)
14. Omar Aziz (PSD-AM)
15. Paulo Paim (PT-RS)
16. Paulo Rocha (PT-PA)
17. Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
18. Reguffe (União-DF)
19. Renan Calheiros (MDB-AL)
20. Rogério Carvalho (PT-SE)
21. Simone Tebet (MDB-MS)
22. Tasso Jereissati (PSDB-CE)
23. Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)
24. Zenaide Maia (PROS-RN)

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