Senado aprova "volta" do DPVAT e senadores goianos ficam divididos; veja como votaram
A proposta foi aprovada por uma margem estreita, com 41 votos favoráveis e 28 contrários nessa quarta-feira (08). O quórum no momento da votação era de 72 parlamentares.

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (08) o projeto que recria o seguro para vítimas de acidente de trânsito, conhecido como DPVAT. O texto, que já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados, agora segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Bancada goiana ficou dividida, com a presença de dois senadores, Wilder Morais (PL) e Jorge Kajuru (PSB).
Senador Vanderlan Cardoso (PSD) não estava presente na sessão.
A proposta foi aprovada por uma margem estreita, com 41 votos favoráveis e 28 contrários. Era necessário o apoio mínimo de 41 senadores para a aprovação do projeto. O quórum no momento da votação era de 72 parlamentares.
A bancada de senadores de Goiás se dividiu em relação ao projeto. Wilder Morais (PL) votou contra a proposta, enquanto Jorge Kajuru (PSB) votou a favor. Vanderlan Cardoso, o terceiro senador de Goiás, não estava presente no momento da votação, mas tinha a opção de votar de forma remota, o que não aconteceu.
Como vai funcionar:
O seguro passará a se chamar Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidente de Trânsito (SPVAT) e funcionará da seguinte maneira:
- O pagamento será obrigatório para quem tiver carro ou moto. Um fundo comum é criado para reservar as contribuições e os valores serão usados para cobrir indenizações por morte ou invalidez, pagas às pessoas que sofrerem acidentes.
- O dinheiro também será usado no reembolso de despesas com tratamento médico, fisioterapia e próteses se esses serviços não estiverem disponíveis, via SUS, no município.
- O seguro cobrirá despesas funerárias e reabilitação profissional de pessoas com invalidez. Não poderá receber auxílio quem já for assistido por seguro privado e plano de saúde;
- Os valores, tanto da taxa do seguro quanto das indenizações, ainda serão definidos. O pagamento do SPVAT pode mudar de acordo com o tipo de veículo;
- O motorista que não pagar o seguro obrigatório estará sujeito a multa por infração grave. O presidente Lula pode vetar esse ponto;
- Terá direito à indenização quem sofreu acidente ou companheiro e herdeiros da vítima, em caso de morte. Mesmo que os veículos envolvidos no acidente estejam irregulares – ou seja, caso os donos não tenham pagado o seguro – as vítimas terão acesso aos recursos;
- O pagamento da indenização deve ocorrer em um prazo de 30 dias;
- O licenciamento do veículo só será concedido a partir do pagamento do SPVAT, assim como a transferência de proprietário e a baixa do registro do carro;
- A Caixa vai cobrar o seguro, administrar o fundo e analisar os pedidos de indenização. O banco poderá contratar empresas terceirizadas para auxiliar na operação. Os recursos para pagar as empresas sairão diretamente do fundo;
- Os estados podem fechar convênio com a Caixa para que o pagamento do SPVAT seja feito junto com o licenciamento ou com o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA);
- Os estados que efetuarem a cobrança poderão receber até 1% do montante arrecadado;
- Estados e municípios que oferecerem transporte público coletivo ainda vão receber de 35% a 40% do dinheiro arrecadado.
- Segundo a Caixa, as indenizações se referem a acidentes com diversos tipos de veículos. São exemplos: automóveis particulares, táxis, carros de aluguel, ônibus, micro-ônibus e lotação com ou sem cobrança de frete, motocicletas, motonetas, caminhões, caminhonetas tipo "pick-up" de até 1.500 Kg de carga, máquinas de terraplanagem.

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