Senado aprova criminalização da misoginia e provoca reações nas redes sociais
O PL gerou um aumento significativo de mensagens nas redes sociais, evidenciando a polarização em torno do tema.

O Senado aprovou por unanimidade o PL 896/2023, que equipara a misoginia ao crime de racismo. A votação ocorreu na última terça-feira (24) e contou com o apoio de 67 senadores, sem nenhum voto contrário.
A relatora da proposta, Soraya Thronicke (Podemos-MS), destacou os números alarmantes de vítimas de tentativas de feminicídio no Brasil, que somaram quase 7.000 em 2025. A autora do projeto, Ana Paula Lobato (PDT-MA), revelou ter recebido ameaças de morte e estupro em função de sua defesa pela proposta.
A reação nas redes sociais foi rápida e intensa. Após a aprovação do projeto, o volume de mensagens sobre o tema aumentou em três vezes em comparação ao dia da votação. Nos dois dias seguintes, essas interações representaram cerca de 63% do total de mensagens monitoradas.
Dados da Palver, que analisa grupos públicos no WhatsApp e Telegram, mostram que o debate se polarizou. Entre as mensagens identificadas, aproximadamente 48% se posicionaram contra o projeto, enquanto 52% foram a favor. Contudo, o caráter das discussões se diferenciou.
A narrativa crítica predominou entre os opositores, que enfatizaram a questão da liberdade de expressão. Mais de 65% das mensagens contrárias ao projeto alegavam que a proposta representava uma ameaça à liberdade individual.
O projeto agora segue para a Câmara dos Deputados. A expectativa é que a discussão continue a acirrar ânimos, tanto a favor quanto contra, refletindo a divisão profunda da sociedade em relação à proteção dos direitos das mulheres.

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