Secretário preso em Goiânia já foi investigado por fraudes na saúde em São Paulo
A Operação Atenas, do Ministério Público de São Paulo (MPSP), apurou desvios de R$ 7,5 milhões no Hospital Regional de Itapetininga, a 170 km da capital paulista

O secretário da Saúde de Goiânia, Wilson Pollara, preso na Operação Comorbidade do Ministério Público de Goiás (MPGO), já foi alvo de investigação por supostas fraudes na saúde do Estado de São Paulo, em 2014. Na época, Pollara era secretário-adjunto da Secretaria de Saúde paulista, e chegou a ser indiciado por sua participação no esquema criminoso.
A Operação Atenas, do Ministério Público de São Paulo (MPSP), apurou desvios de R$ 7,5 milhões no Hospital Regional de Itapetininga, a 170 km da capital paulista. O esquema envolvia organizações sociais (OS) e empresas do ramo da saúde, com o intuito de desviar recursos públicos da saúde, favorecendo campanhas políticas e o pagamento de propinas a servidores públicos.
Dentre as empresas envolvidas, estava a BP Consultoria, empresa de Wilson e do médico Mauro Hamilton Bignardi, que causou prejuízos em diversos municípios paulistas, sobretudo em São Miguel Arcanjo e Araçariguama. Já em Goiânia, a prisão temporária se deu a partir de uma investigação que apura crimes de pagamento irregular em contratos administrativos e associação criminosa.
Prisão de Pollara
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Grupo de Atuação Especializada no Patrimônio Público (GAEPP), deflagrou na manhã desta quarta-feira (27) a Operação Comorbidade, para cumprimento de três mandados de prisão temporária e oito de busca e apreensão, em investigação dos crimes de pagamento irregular em contrato administrativo e de associação criminosa no âmbito da Secretaria Municipal de Saúde.
Foram presos o secretário, Wilson Pollara, o secretário executivo, Quesede Ayres Henrique, e o diretor financeiro da pasta, Bruno Vianna Primo. Os mandados foram cumpridos na sede da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia, nas residências dos alvos de prisão e de um empresário que presta serviços à pasta. Em posse de um dos alvos foram encontrados R$ 20.085,00 em dinheiro.
Conforme apurado, os envolvidos deixaram de repassar verbas públicas previstas em convênios a entidades do terceiro setor responsáveis pela gestão de unidades hospitalares e maternidades da capital, especialmente à Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc), deixando-a com passivo de R$ 121,8 milhões junto a fornecedores, portanto, sem condições de funcionamento regular.

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