Secretária alerta que para receber recursos, prefeitos precisam ter interesse em escolas de tempo integral
Em Goiás, em quatros anos, o atendimento em tempo integral passou de 158 para 252 unidades para os ensinos fundamental e médio

Em cerimônia realizada na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), na manhã desta terça-feira (5), Goiás aderiu a programas do governo federal voltados à educação, como o Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Educação Básica, o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada e o Programa Escola em Tempo Integral. O evento marcou a visita em Goiás do ministro da Educação, Camilo Santana.
A secretária de Educação de Goiás, Fátima Gavioli, explicou que são programas do Ministério da Educação (MEC) atrelados ao Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Um dos objetivos das iniciativas é a conclusão de 120 obras em 77 municípios de Goiás, entre unidades de educação infantil, fundamental, ensino profissionalizante e quadras esportivas.
Programa Escola em Tempo Integral
Goiás também aderiu ao Programa Escola em Tempo Integral, que está voltado para a criação de vagas na modalidade, item que terá R$ 4 bilhões em recursos federais, segundo o ministro. Em Goiás, em quatros anos, o atendimento em tempo integral passou de 158 para 252 unidades para os ensinos fundamental e médio.
Diferente dos demais, que serão incluídos no sistema de forma orgânica, o Escola em Tempo Integral, depende do interesse dos municípios, que precisam procurar o MEC. Com isso, as prefeituras poderão também receber recursos destinados especificamente para este fim.
“É pouco, a gente percebeu que eles estão começando pequeno, mas é um começo, um projeto que se encontrar respaldo e seriedade nos gestores, dentro de dez anos Goiás poderá ter mais que a metade das escolas em tempo integral”, destaca a secretária.
De acordo com Gavioli, não é “fácil” implantar unidades do tipo, já que os pais preferem que os filhos comecem a trabalhar antes mesmo de chegarem no ensino médio, e até em trabalhos domésticos. “Quando os pais estão trabalhando isso é compreensível, mas temos pesquisas que falam que aqui em Goiás, temos várias famílias em que sempre um deles trabalha, um responsável está em casa durante o dia, e mesmo assim tiram do tempo integral”, disse.

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