“Se tiver filho meu envolvido, será investigado”, afirma Lula sobre denúncias no INSS; veja vídeo
Presidente quebrou o silêncio após denúncias de que Lulinha teria recebido R$ 25 milhões de lobista

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (18), que não vai impedir as investigações contra seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Ele é suspeito de participar de um esquema de corrupção no INSS. "Se tiver filho meu envolvido, será investigado", declarou o presidente, tentando afastar a imagem de proteção familiar diante das denúncias que abalam Brasília.
O caso explodiu após o depoimento de um ex-funcionário de Antonio Carlos Antunes, conhecido como "Careca do INSS". Segundo ele, o lobista teria pago R$ 25 milhões a Lulinha, além de manter uma "mesada" fixa de R$ 300 mil. A Polícia Federal já tem documentos que mostram a proximidade entre os dois, incluindo uma viagem de luxo, na primeira classe, feita de São Paulo para Lisboa no ano passado.
Outro ponto que levanta suspeitas é a mudança de Lulinha para Madri, na Espanha, ocorrida no meio deste ano. Para os parlamentares da CPMI do INSS, a saída do país foi muito rápida e suspeita. Os deputados e senadores querem descobrir se o filho do presidente fugiu por medo de ser preso ou se teve acesso a informações sigilosas da investigação antes de todo mundo.
A Comissão Parlamentar de Inquérito agora foca em entender o caminho do dinheiro. Os investigadores querem saber se o suposto pagamento milionário tem relação direta com fraudes na previdência social. Enquanto isso, o Palácio do Planalto tenta se equilibrar entre a defesa do governo e a situação delicada do filho do presidente, que agora vive fora do Brasil enquanto as denúncias avançam na Polícia Federal.

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