Sandro Mabel fala de crescimento da indústria e investimento de R$ 1 bilhão para "capacitar goianos"
O presidente conversou com o G5News e atribuiu aos ensinamentos que teve no período mais crítico da pandemia a forma como pretende conduzir a instituição nos próximos 4 anos

Sandro Mabel, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), conversou com o G5News sobre expectativas da nova gestão, crescimento da instituição e investimento de quase R$ 1 bilhão nos próximos quatro anos, recurso adquirido com “melhorias” na administração e economias, que atribui ao “aprendizado” que teve durante o período mais crítico da pandemia.
Mabel, apesar desses dois anos (2020 e 2021) conturbados provocados pela covid, com milhares de mortes, economia em queda e, dentro do setor, indústrias paradas e funcionários demitidos, faz um balanço positivo de sua antiga gestão. Ele considera que o aprendizado trazido pelo período crítico, fez as pessoas saírem do comodismo, se reinventar, superando as dificuldades, assim como serem mais pacientes.
“Nós fazemos um balanço positivo. A pandemia foi um período muito complicado, tirou a possibilidade de se fazer mais, porém, ensinou muita coisa, aprendemos ser mais lenientes, correr atrás, fazer com que as empresas saíssem das dificuldades, fez com que tivéssemos um aprendizado muito importante. Aprendemos também fazer uma série de economias, série de melhorias na gestão, o que permitiu que a gente aprendesse a gerar recursos importantes, como, por exemplo, esse quase R$ 1 bilhão que vamos aplicar, nos próximos anos, nas nossas escolas, melhorar a capacitação dos jovens, melhorar a qualificação das pessoas para as indústrias”, contou Mabel.
R$ 1 bilhão para investir em escolas, melhorar a capacitação dos jovens e melhorar a qualificação das pessoas para as indústrias.
Ainda dentro do período pandêmico, Mabel explica como a Fieg se reinventou, prestou serviços “novos”, se adaptou ao momento de forma que ainda contribuísse com a sociedade no momento de maior necessidade, usando as ferramentas que tinha, ajudando a salvar vidas.
“Então isso, foi um aprendizado importante, atribuímos uma parte disso à própria pandemia, que fez com que a gente aprendesse a lutar mais, sobreviver durante ela e, principalmente, fazer trabalhos que não fazíamos antes, como o fato de consertar algumas centenas de respiradores naquele momento mais crítico”, disse o presidente.
A gestão nos últimos três anos ainda criou os projetos Fieg Solidária e Indústria Mais Forte, reflexo dos “ensinamentos da pandemia”, mas como forma de superar e ajudar a sociedade a atravessar um momento de tantas dificuldades, entregando toneladas de comida, para matar a fome, e capacitação, para que as pessoas buscavam meios de se recolocar no mercado e reagissem às dificuldades impostas.
Quando as indústrias estavam paradas, tendo demitido alguns funcionários, fizemos mais de 50 mil matrículas gratuitas para que essas pessoas pudessem se capacitar.
O presidente concluiu atribuindo aos aprendizados a gestão de “crescimento” que pretende fazer pelos próximos quatro anos.
“O programa Indústria Mais Forte, quando as empresas estavam paradas, tendo demitido alguns funcionários, fizemos mais de 50 mil matrículas gratuitas para que essas pessoas pudessem se capacitar. Então, a pandemia foi um ensinamento importante e fazer desse aprendizado um crescimento no sistema grande, que começamos em 2022 e vamos continuar nesses próximos quatro anos de gestão que vou fazer”, concluiu.

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