Ronilson Reis fiscaliza estoque da Comurg e diz que diretor mentiu; ação causou desentendimentos
O presidente da comissão e a vereadora Aava Santiago (PSDB) estiveram no depósito da companhia na manhã dessa terça-feira (28). Base do prefeito contestou a fiscalização

Presidente da Comissão Especial de Inquérito, vereador Ronilson Reis (PMB) acompanhado da vereadora Aava Santiago (PSDB), foi à sede da Comurg fiscalizar o depósito e confirmar declarações do diretor financeiro, Adriano Renato Gouveia, de que parte dos R$ 8 milhões pagos antecipadamente pela prefeitura de Goiânia foi usado para comprar materiais para as obras e estaria estocado na empresa.
A ação do vereador foi motivo para mais um desentendimento entre os membros da comissão e bate-boca durante a sessão desta terça-feira (28), já que os demais vereadores que compõem a CEI, principalmente da base do prefeito Rogério Cruz, afirmam que Ronilson deveria ter comunicado sobre a fiscalização e a visita passar por aprovação do grupo.
Gerente de obras da Comurg, Nilton Cesar Pinto, quem os membros da comissão esperavam ouvir respostas quanto ao que foi feito com o dinheiro, alegou diarreia, enviou um atestado médico e faltou à reunião.
“O Nilton foi o servidor engenheiro que atestou as notas fiscais para que a prefeitura pudesse realizar os pagamentos. Como atesta uma nota se o serviço não foi realizado? Logicamente tem irregularidades e vamos analisar profundamente se há uma improbidade administrativa”, disse Ronilson Reis.
Na semana passada, o presidente da Comurg, Alisson Borges, afirmou que os adiantamentos foram usados para pagar salários e outras dívidas. Já Gouveia, nesta semana, relatou que o dinheiro foi usado para comprar insumos para a realização das obras contratadas pelo Executivo.
“Todo recurso foi alocado para compra de insumos e materiais de construção. O que falta para completar os 12% está nos nossos estoques. Eu tenho lá academias ao ar livre, tenho aço, tenho tinta, estoque de areia, cal, ...”, declarou o diretor financeiro.
Na manhã dessa terça-feira (28), Ronilson e Aava foram conferir o estoque da Comurg para confirmar as declarações de Gouveia, porém encontraram um pouco de areia, vergalhões de aço e ferro e sacos de cal.
“O Adriano mentiu para CEI. Ele falou que tinha R$ 8 milhões em insumos. Um mini depósito, mini quantidade de cimento, pouquinho de areia e alguns ferros, que não compete às reformas dos Cras. Ele mentiu para CEI”, acrescentou o presidente da comissão.
No entanto, a constatação foi motivo para mais desentendimentos, vereadores da base do prefeito, Pedro Azulão (PSB), Henrique Alves (MDB) e Isaías Ribeiro (Republicanos) questionaram a atuação de Ronilson, de fiscalizar sem comunicar à comissão, e apontaram até mesmo a possibilidade de uma “nulidade” da CEI devido à conduta.
Em resposta, Ronilson destaca que usou sua prerrogativa de vereador, que tem como função fiscalizar, e ainda convidou outro parlamentar membro da mesa diretora, Aava Santiago, para irem como parlamentares fiscalizar o estoque da Comurg, independente da função na CEI.
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