Rombo de R$12 milhões causados por ex-secretário de Cruz provoca nova operação da policia em Goiânia
Operação Pagamento Imediato cumpre 13 mandados de busca e apreensão em investigação que apura supostos crimes na administração do ex-prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, e do ex-secretário de Saúde Wilson Pollara

A Polícia Civil de Goiás deflagrou, na manhã desta terça-feira (18), a Operação Pagamento Imediato, que cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em Goiânia. A ação é parte de uma investigação que apura supostos crimes de associação criminosa, contratação direta ilegal e fraude em licitação na Secretaria Municipal de Saúde, durante a gestão do ex-prefeito Rogério Cruz e do ex-secretário de Saúde Wilson Pollara.
O alvo principal da apuração é um contrato firmado em 2024 entre a prefeitura e o Instituto Idesp, sediado em Palmas (TO). Segundo a PCGO, há indícios de que o processo de escolha da entidade foi direcionado e que os serviços contratados não foram comprovadamente executados, apesar de o pagamento ter sido feito de forma integral — cerca de R$ 12 milhões, em prazo “muito inferior” ao previsto.
Também foi verificada a destinação de recursos antes mesmo da formalização do contrato, reforçando a suspeita de direcionamento e desvio de finalidade.
Pagamento antes do contrato
De acordo com os investigadores, parte dos recursos teria sido destinada antes mesmo da formalização do contrato, o que reforça a suspeita de desvio de finalidade e favorecimento à empresa. Há ainda registros de que a execução contratual não seguiu os critérios legais nem os prazos previstos, levando à suspeita de falsificação documental e ocultação de provas.
Os mandados foram cumpridos em endereços ligados a ex-integrantes da gestão municipal e a representantes do instituto investigado. A Polícia Civil não confirmou se houve novas prisões, mas afirmou que documentos e equipamentos eletrônicos foram apreendidos para análise.
Antecedentes e nova pressão sobre a gestão Cruz
As suspeitas sobre a área da saúde em Goiânia não são inéditas. No fim de 2024, o então secretário Wilson Pollara já havia sido preso durante a Operação Comorbidade, que investigava supostos pagamentos irregulares e formação de quadrilha dentro da pasta. Na ocasião, também foram detidos o secretário-executivo Quesede Ayres Henrique e o diretor financeiro Bruno Vianna Primo.
A defesa de Rogério Cruz não se manifestou até a publicação desta reportagem. Já o Instituto Idesp afirmou, em nota preliminar, que “atendeu todas as exigências legais para a contratação” e que “aguardará acesso integral aos autos para se manifestar”.
Leia mais
Rombo na Saúde de Goiânia bate R$ 250 milhões e gestão Cruz "deve" a todos os hospitais
Secretário preso em Goiânia já foi investigado por fraudes na saúde em São Paulo
Pollara é preso em nova operação que apura desvio de R$ 10 milhões na Saúde
Saiba quem são os alvos da polícia por desvio de R$ 10 milhões em Goiânia
Mabel denuncia roubos na Saúde e avisa "quem não trabalha vai para rua"
Auditoria do SUS mostra que corrupção na gestão Rogério Cruz causou morte de cinco pacientes
Política e desgaste
A nova fase de investigações reacende o desgaste político do ex-prefeito e aumenta a pressão sobre ex-integrantes da administração. Entre integrantes do Ministério Público e da Polícia Civil, a leitura é de que “há um padrão de priorização de pagamentos sem lastro técnico” na gestão Cruz, especialmente no setor da saúde.
A Polícia Civil não descartou o pedido de novas prisões preventivas e a abertura de inquéritos complementares.

Única senadora eleita por Goiás, Lúcia Vânia declara apoio à Gracinha Caiado; assista
Ex-senadora ressalta trajetória de Gracinha e afirma que a candidatura representa uma oportunidade para o Estado e para os goianos

Kitão quer levar debate sobre cannabis para Alego e uso da fibra na medicina
Candidato a deputado estadual, vereador quer usar experiência acumulada em Goiânia para levar discussão à Assembleia e ampliar políticas relacionadas à cannabis medicinal em Goiás











