Rogério Cruz envia reajuste dos professores à Câmara mesmo com rejeição da categoria
O Executivo encaminhou o Projeto de Lei para apreciação dos parlamentares com as mesmas propostas recusadas pelos servidores e tenta forçar a categoria aceitar e terminar a greve

O prefeito Rogério Cruz (Republicanos) encaminhou à Câmara projetos que dispõem sobre a data-base do funcionalismo municipal e o reajuste dos servidores da Educação. As propostas foram lidas pelo líder do Executivo, vereador Anselmo Pereira (MDB), durante sessão dessa quarta-feira (06).
O projeto da Educação propõe reajuste de 10,16% para o piso salarial dos professores, além de aumentar neste mesmo percentual a Gratificação de Regência de Classe – direcionada a professores que atuam em sala de aula.
A proposta também reajusta em 50% os auxílios de locomoção e de transporte dos professores, estendendo os benefícios para técnico-administrativos. Com isso, o auxílio-locomoção dos professores passa a ser de R$ 675,00, enquanto a gratificação de regência será reajustada para R$ 605,00.
Vale ressaltar que a proposta, de reajuste aos servidores da Educação, encaminhada pelo Executivo à Casa de Leis, foi rejeitada pela categoria, mas o Rogério Cruz força a aceitação dos servidores entregando o aumento mesmo sem acordo.
Durante a leitura do projeto administrativos e professores acompanharam a sessão. Na manhã desta quinta-feira (07), a categoria irá se manifestar na Câmara pedindo novas audiências com a prefeitura para dar continuidade às negociações e melhorar a proposta oferecida pelo Executivo.
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O segundo projeto, lei nº 120/2022, concede revisão geral da remuneração aos servidores municipais referente à data-base de 2020 e 2021, no percentual de 9,32%, a ser paga a partir de 1º de abril.
A matéria não contempla categorias com regime próprio de carreira, que serão objeto de matérias específicas: funcionários da Comurg, procuradores do município, agentes da Guarda Civil Metropolitana, agentes de combate a endemias, agentes comunitários de Saúde, profissionais da Educação e servidores do quadro operacional.
Após apresentação na sessão, as matérias foram remetidas, imediatamente, para apreciação da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).

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