Rogério Cruz é cercado e agredido por professores de Goiânia durante protesto; veja vídeos
Ocorrência foi registrada na manhã desta quinta-feira (31), no bairro Vila Areião. O Sintego reforça que a confusão não tem nada a ver com o ato e que é contra violência.

Prefeito de Goiânia, Rogério Cruz (Republicanos), foi cercado por servidores da Educação, que estão em greve há 17 dias, e agredido durante evento de inauguração do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) do bairro Vila Areião, na manhã desta quinta-feira (31).
A manifestação, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), foi convocada pela Câmara Municipal como forma de cobrar do prefeito audiência para negociar o reajuste salarial da categoria.
No entanto, o protesto teria saído de controle e dois homens, ainda não identificados, teriam tentado agredir o prefeito.
De acordo com a Prefeitura, no final do evento Rogério Cruz teria parado para conversar com uma professora, nesse momento dois homens teriam tentado “partir para cima” do prefeito.
Os seguranças conseguiram impedir o ataque, mas foram agredidos pelos “manifestantes”.
Ainda segundo a nota, enquanto um deles fazia ameaças, outro subiu no carro oficial e danificou o veículo — que está sendo deslocado para a Central de Flagrantes. Agentes da segurança pessoal do prefeito foram agredidos.
Para conter os manifestantes e garantir a segurança do prefeito, agentes da Guarda Civil Metropolitana intervieram, com uso progressivo da força, para desobstruir a passagem do veículo.
Dois homens foram detidos pela Guarda Civil Metropolitana e levados à Central de Flagrantes.
“A Prefeitura de Goiânia lamenta, profundamente, as cenas de desrespeito e violência promovidas por alguns manifestantes nesta quinta-feira (31), durante a inauguração do Cmei Vila Areião. A Prefeitura de Goiânia trabalha para identificar os agressores e espera não se tratar de professores, cuja missão é atuar na transformação da sociedade pela educação, pelo exemplo, e pela defesa de uma sociedade consubstanciada na cultura da paz”, diz trecho da nota.
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Outro lado
O Sintego informa que esteve na manhã de hoje (31), no CMEI Vila Areião, em ato convocado para a Câmara Municipal, para cobrar audiência com o prefeito e o secretário de educação, porém não foi recebido, assim como nos últimos 17 dias de greve.
O órgão reforça que a confusão não tem nada a ver com o SINTEGO e que é contra qualquer ato de violência.
“Nós somos o sindicato que tem carta sindical para negociar. Desde o dia que começou a greve não houve nenhuma audiência para que apresentem nova proposta”, responde o sindicato.
Questionado se os agressores são servidores, o sindicato respondeu que não tem essa informação.
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