Relatório de 12 páginas incomoda e vereadores apontam “repleto de fragilidades”
Iniciada em 17 de março deste ano, a CEI da Comurg realizou 30 reuniões, 18 oitivas e aprovou 35 requerimentos para acesso a informações e documentos

O relatório final das apurações da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investigou supostas irregularidades na Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), aprovado na manhã de sexta-feira (25), continua sendo pauta entre os vereadores da Câmara de Goiânia e incomodado muitos parlamentares, que, inconformados com o parecer do Thialu Guiotti (Avante), que não se observou “infração penal, tampouco ato de improbidade administrativa”, questionam a fragilidade do documento de apenas 12 páginas.
Vereadora Aava Santiago (PSDB) destaca que o número de páginas do relatório se quer representa o número de oitivas realizadas e de documentos aventados pela própria comissão. Ainda, que os trabalhos realizados deixaram, na sua avaliação, questionamentos sem respostas. A parlamentar fala em fragilidades e “uma agenda pouco republicana nesta Casa”.
“Relatório repleto de fragilidades, não corresponde à densidade dos trabalhos, se quer ao número de oitivas realizadas e de documentos aventados pela própria comissão. É importante ressaltar ainda que temos alguns gargalos que não foram respondidos. Perguntei por que o prefeito não foi responsabilizado, a resposta foi frágil, haja vista que o prefeito precisa se responsabilizar pelos quadros que ele nomeia. Segunda pergunta, para mim uma das mais importantes, que é sobre a determinação de um Portal da Transparência. Como se pode determinar que se crie um Portal da Transparência que já existe e pelo qual a Comurg já paga uma fortuna, R$20 milhões, um contrato que foi prorrogado por 3 meses. A impressão é de que serviu para uma agenda pouco republicana nesta Casa”, declarou Aava.
Na outra ponta, o vereador Juarez Lopes (PDT) defende que o importante não é o número de páginas que traz o relatório, mas o conteúdo dele. Acrescentou, que na sua perspectiva, o documento já apresentado tem “pontos que podem trazer caminhos que ajudem a fortalecer a Comurg”.
“Às vezes o relatório é pequeno, mas se trouxer os pontos cruciais que podem levar a empresa para frente é o que importa. Vereadores trabalharam. Eu vejo pontos que podem trazer caminhos, que ajude a Comurg se fortalecer como empresa. O tamanho do relatório não é o que determina o futuro da empresa. Conteúdo dele é o importante”, afirmou o vereador.
Leia mais
- CEI conclui que não houve crime de improbidade ou irregularidades na Comurg
Entenda
A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investigou supostas irregularidades na Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), aprovou na manhã da última sexta-feira, o relatório final das apurações. O vereador Thialu Guiotti (Avante), autor do texto, afirma que ao analisar as irregularidades, não se observou “infração penal, tampouco ato de improbidade administrativa”, o que afasta, portanto, a possibilidade de indiciamento.
Segundo o documento apresentado pelo parlamentar, foram identificadas irregularidades administrativas que devem ser sanadas. Entre os destaques apresentados pelo vereador está a antecipação de valores para realização de obras, a presença de parentes do presidente Alisson Borges em cargos da companhia, além de dívidas e má gestão.
Iniciada em 17 de março deste ano, a CEI da Comurg realizou 30 reuniões e 18 oitivas e aprovou 35 requerimentos para acesso a informações e documentos. A Comissão teve como membros os vereadores Ronilson Reis (sem partido), propositor e presidente da CEI, Thialu Guiotti, Paulo Henrique da Farmácia (Agir), Pedro Azulão Júnior (PSB), Welton Lemos (Podemos), Henrique Alves (MDB) e Isaías Ribeiro (Republicanos).

Única senadora eleita por Goiás, Lúcia Vânia declara apoio à Gracinha Caiado; assista
Ex-senadora ressalta trajetória de Gracinha e afirma que a candidatura representa uma oportunidade para o Estado e para os goianos

Kitão quer levar debate sobre cannabis para Alego e uso da fibra na medicina
Candidato a deputado estadual, vereador quer usar experiência acumulada em Goiânia para levar discussão à Assembleia e ampliar políticas relacionadas à cannabis medicinal em Goiás












