Quaest: Independentes rejeitam Lula e Bolsonaro; Caiado ganha espaço; veja vídeo
A pesquisa revela que 2026 poderá ser decidida não pelos extremos, mas por quem souber dialogar com o eleitor politicamente descolado, aquele que rejeita Lula, Bolsonaro e que busca soluções práticas — sobretudo na segurança

A mais recente pesquisa da Quaest, divulgada na quinta-feira (13), apontou um movimento estratégico no eleitorado brasileiro que pode ser decisivo para a corrida presidencial de 2026. O grupo dos independentes, hoje o maior do país – 31% do eleitorado, segundo o levantamento – mostra alta rejeição tanto a Lula quanto a Jair Bolsonaro e começa a se aproximar politicamente de governadores do campo da direita, principalmente Ronaldo Caiado (UB-GO) e Romeu Zema (Novo-MG).
O estudo, divulgado durante o programa #Edição18 da GloboNews, foi analisado pelo diretor da Quaest, Felipe Nunes, que destacou a nova movimentação no cenário nacional:
“Se na soberania nacional os independentes abriram o coração para o governo Lula, na questão da segurança pública, estão abrindo para a direita.”
Quem são os independentes?
Segundo a divisão proposta pela Quaest, o eleitorado brasileiro se divide em cinco grupos:
| Grupo político | Percentual |
|---|---|
| Lulistas | 18% |
| Esquerda não lulista | 15% |
| Independentes | 31% |
| Direita não bolsonarista | 22% |
| Bolsonaristas | 13% |
Nesse cenário, os grupos politicamente mais definidos — lulistas e bolsonaristas — permanecem relativamente estáveis. A disputa central, segundo Nunes, passa a ser por quem conquistará os independentes.
Tarcísio, Zema e Caiado: quem avança nos independentes
Na disputa entre os governadores que podem se posicionar para 2026, há três nomes em destaque:
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Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP)
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Romeu Zema (Novo-MG)
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Ronaldo Caiado (União Brasil-GO)
Mas, entre eles, a movimentação foi diferente:
???? Tarcísio aparece com cenário indefinido — um “bololô”, como descreveu Nunes. Entre os independentes:
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36% dizem que não votarão em ninguém
-
28% votariam em Lula
-
30% votariam em Tarcísio
Empate técnico e incerteza sobre sua presença entre os independentes.
???? Zema e Caiado, porém, mostraram avanço expressivo após outubro e novembro. O recorte da pesquisa indica que os independentes reagiram melhor às pautas de ambos, especialmente após a intensificação do debate sobre segurança pública e combate ao crime organizado.
Segurança pública influencia o voto
Para Nunes, esse é o ponto-chave da virada:
“Se na soberania nacional os independentes abriram espaço para o governo Lula, na questão da segurança pública, os independentes estão abrindo o coração para a direita — e, em especial, para esses dois governadores.”
Ronaldo Caiado, com alta aprovação em Goiás e discurso firme na área de segurança pública, vem ganhando espaço nacional. Romeu Zema, ao defender a equiparação entre facções criminosas e terrorismo, tornou-se figura frequente na mídia, o que, segundo o analista, tem impacto direto na percepção dos independentes.
Os dados da pesquisa
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Instituto: Quaest
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Entrevistados: 2.400 brasileiros com 16 anos ou mais
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Período: 6 a 9 de novembro
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Margem de confiança: 95%
O que está em jogo agora
A pesquisa revela que 2026 poderá ser decidida não pelos extremos, mas por quem souber dialogar com o eleitor politicamente descolado, aquele que rejeita tanto Lula quanto Bolsonaro e que busca soluções práticas — sobretudo na área de segurança.
Com o campo polarizado de um lado e outro, a Quaest aponta:
a batalha eleitoral já começou — e será travada no centro móvel que decide a eleição: os independentes.
Com informações da GloboNews

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