PT realiza primeira eleição interna após a Lava Jato; Accorsi deve assumir diretório em Goiás
Adriana Accorsi tem a missão de fortalecer a base petista em Goiás, com o lançamento de chapas competitivas para cargos estaduais e federais. O objetivo é consolidar alianças

O Partido dos Trabalhadores (PT) realizou neste domingo (06) a primeira eleição interna após a Operação Lava Jato. Com um colégio eleitoral de quase três milhões, o partido deve manter sua média histórica de participação, com cerca de 380 mil votantes. Esta eleição interna marca o fim da gestão de Gleisi Hoffmann e a provável vitória de Edinho Silva, apoiado pelo presidente Lula.
No cenário estadual, o PT de Goiás também vive um momento de transformação. A deputada Adriana Accorsi deve assumir a presidência do partido no estado, sucedendo Kátia Maria.
Sob a liderança de Gleisi desde 2017, o partido enfrentou um de seus momentos mais críticos, incluindo a queda de filiações e um isolamento político significativo. Com a volta de Lula à presidência, o PT tenta retomar sua força histórica tanto no Congresso quanto nas ruas.
Edinho Silva, ex-ministro e atual prefeito de Araraquara, representa uma ala que busca diálogo com partidos de centro e setores econômicos, em linha com as estratégias iniciais de Lula. Em oposição, Rui Falcão, ex-presidente do PT, defende um retorno às raízes de esquerda, apostando em pautas populares e uma maior polarização com a direita.
Ainda com uma expressiva bancada na Câmara, o PT enfrenta desafios para ampliar alianças e reafirmar sua identidade política após os danos da Lava Jato, que afastaram a juventude e fragilizaram a militância de base.
PT de Goiás também vive um momento de transformação. A deputada Adriana Accorsi deve assumir a presidência do partido no estado, sucedendo Kátia Maria. A eleição é vista como homologatória, apontando para uma reestruturação estratégica com vistas às eleições de 2026.
Objetivos para Goiás
Adriana Accorsi tem a missão de fortalecer a base petista em Goiás, com o lançamento de chapas competitivas para cargos estaduais e federais. O objetivo é consolidar alianças com partidos progressistas como PCdoB, PV, PSB e Cidadania. O foco está em formar uma coligação ampla e representativa para enfrentar a força da direita regional.
Sob a presidência de Kátia Maria, o partido conquistou significativos 40% dos votos para Lula em 2022 e duplicou sua bancada federal na região Centro-Oeste. Nas eleições de 2024, o PT recuperou força em municípios como Aparecida de Goiânia e Anápolis.
Além de reestruturar o partido, Accorsi é vista como uma potencial candidata para disputas majoritárias futuras, incluindo o Senado ou o governo estadual. Integrantes do partido, como Rubens Otoni e Antônio Gomide, também são considerados potenciais candidatos para a Câmara dos Deputados.
Com Neyde Aparecida provavelmente permanecendo na presidência do diretório metropolitano, o PT de Goiás está se organizando para um futuro promissor sob a liderança de Accorsi. Esta eleição interna não representa apenas uma mudança de nomes, mas marca uma fase estratégica decisiva para o PT nos próximos anos.

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