PT e MST apoiam ocupação de terra no Entorno com foco em eleições de 2026
Sentença da ação de divisão em Santo Antônio do Descoberto foi homologada em 1994. Desde então, invasores tentam tomar a terra dos proprietários, agora com a ajuda do PT, do MST e do INCRA

Um caso envolvendo invasão de propriedade privada tem sido noticiado pela imprensa goiana e até nacional. Em meio aos mais de 250 mil processos ligados a conflitos fundiários no Brasil, o caso da Fazenda Antinha de Baixo, em Santo Antônio do Descoberto, vem ganhando notoriedade. Isto porque, nos últimos meses, o Partido dos Trabalhadores (PT) resolveu ajudar os “invasores” após descobrir que um dos herdeiros da áreaé primo do governador Ronaldo Caiado.Um caso envolvendo invasão de propriedade privada tem sido noticiado pela imprensa goiana e até nacional. Em meio aos mais de 250 mil processos ligados a conflitos fundiários no Brasil, o caso da Fazenda Antinha de Baixo, em Santo Antônio do Descoberto, vem ganhando notoriedade. Isto porque, nos últimos meses, o Partido dos Trabalhadores (PT) resolveu ajudar os “invasores” após descobrir que um dos herdeiros da áreaé primo do governador Ronaldo Caiado.
As disputas judiciais envolvendo a terra já passam de oito décadas. Desde então, há mais de 80 anos, invasores tentam se apropriar do local, promovendo inclusive loteamentos dentro da área que, segundo a própria justiça, não lhes pertence. Os reais proprietários, por sua vez, buscam na justiça formas de reintegração de posse, com objetivo de retirar da terra os invasores. Em 1994, a justiça homologou decisão determinando a divisão da área para 11 proprietários. Dentre eles, a mãe de Murilo Caiado, primo do atual governador.
Agora, porém, os ocupantes ganharam uma considerável ajuda em seu objetivo, transformando em caso político uma disputa judicial perdida por eles. Com a entrada do PT em cena, os invasores têm recebido ajuda de instituições próocupação, como por exemplo o Movimento Sem Terra (MST). Além deles, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) também resolveu fazer coro às vozes dos invasores, criando uma narrativa de que as terras têm origem quilombola e, portanto, os ocupantes têm direito a permanecer nela.
O deputado estadual Mauro Rubem (PT) e a deputada federal Érika Kokay são os políticos do partido que têm liderado o movimento. Eles estiveram no local para gravar vídeos com os ocupantes da terra e discursaram para moradores e integrantes do MST no local. Em uma das fotos publicadas nas redes sociais, Mauro Rubem e Erika Kokay aparecemcom manifestantes usando bonés da CUT, dentroda Fazenda Antinha de Baixo.
Para analistas políticos ouvidos pela reportagem, o movimento do PT em relação ao caso tem dois focos principais. O primeiro objetivo é regional, buscando angariar votos das famílias dos invasores e dos defensores das causas ligadas a ocupação de terras, como por exemplo o MST. Historicamente, estas são bandeiras que o PT e os partidos ligados à esquerda defendem. O segundo objetivo petista tem foco nacional, uma vez que o governador Ronaldo Caiado é pré-candidato à Presidência da República e pode ser um adversário do presidente Lula.
O PT de Goiás acredita que a história da invasão e suas reintegrações de posse tem potencial para desgastar o governador, uma vez que uma parte da terra invadida pertence ao seu primo. Para os analistas ouvidos, este será um objetivo frustrado do PT, uma vez que não há ligações diretas de Caiado com o caso e, para além disso, o posicionamento político do governador é contrário aos movimentos de ocupação de terras como o MST. Neste caso, o primo com mesmo sobrenome do governador é vítima justamente dos grupos que Caiado combate há décadas.
Do ponto de vista jurídico, advogados e juristas ouvidos pela reportagem afirmam que, se ficar provada a utilização das instituições públicas para finsilícitos e politiqueiros, com a indevida utilização de recursos e estrutura pública, osservidores e agentes envolvidos no crime poderão sofrer graves consequências jurídicas.

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