Proposta de Caiado para reajuste salarial de servidores é recebida como “absurda” e recusada
Os servidores pedem data-base de 25,53%, no entanto, o secretário-geral de Governo de Goiás, Adriano da Rocha Lima, fez contraproposta de 5,5%

A contraproposta feita pelo secretário-geral de Governo de Goiás, Adriano da Rocha Lima, em nome do governador Ronaldo Caiado (União Brasil), para o pagamento da data-base aos servidores estaduais, durante reunião na quinta-feira (23), reajuste de R$ 5,5%, foi recebida pelos líderes sindicalistas como “absurda” e, consequentemente, recusada.
O governador Ronaldo Caiado (União Brasil), que foi bastante pressionado pelos servidores públicos do Estado no ano passado (2021), quando era cobrado sobre a defasagem salarial, segundos os funcionários do Estado, de 27%, referente há vários anos, para que realizasse a correção salarial com o pagamento da “data-base”, resolveu agora em 2022, quando vai tentar reeleição negociar com os sindicatos estaduais e “entrar num acordo”.
Segundo Caiado, para justificar o porquê de abrir essa negociação, o momento atual, após a adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), oferece condições para o Governo e os sindicatos de servidores públicos estaduais debaterem o pagamento da data-base.
No entanto, a iniciativa de abrir conversa para entrar “num acordo” foi vista como forma de “adoçar a boca dos servidores”, mudar sua imagem diante da categoria, já que é um grupo que pode fazer diferença nas urnas em outubro.
Porém, Caiado pode ter dado “tiro no pé”, já que os servidores pedem reajuste de 25,53% e a contraproposta de Adriano da Rocha Lima foi de 5,5%, o que foi recusado e muito malvisto pelas lideranças sindicais.
A avaliação ao fim do debate entre o secretário e os sindicalistas é de que seria melhor o Governo não ter feito nenhuma proposta e deixar como estava.
“Isso é um absurdo diante de tudo que temos vivido”, pontuou o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Goiás (Sinpol-GO), Paulo Sergio Alves de Araújo.
Paulo Sérgio completa que espera que na próxima rodada de debates, marcada para esta quinta-feira (03), o Governo tenha um “insight de lucidez” e faça uma proposta “minimamente aceitável”, já que as diversas lideranças dos grupos de servidores aceitam um reajuste menor, porém, não irrisória.
Concluiu afirmando que caso contrário, falando pelo grupo dos policiais, há possibilidade de paralização dos serviços.
“Vamos aguardar a segunda proposta do Governo acreditando que possa haver um insight de lucidez para que eles considerem que aumente bastante esse índice. Se não vier, aí sim, vamos criar uma possibilidade de paralisação”, destacou.
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Outro lado
O Governo confirma a proposta feita aos representantes dos servidores e argumenta que o índice apresentado leva em consideração a situação fiscal do Estado e as limitações impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal, Lei Eleitoral e pelo Regime de Recuperação Fiscal. Ressaltou que o diálogo pelo “consenso” das tratativas segue nos próximos dias.
Veja nota na íntegra
“O Governo de Goiás continua discutindo de forma aberta e transparente com o funcionalismo público o índice de reajuste salarial.
Uma primeira proposta foi apresentada, nesta quarta-feira (23), aos representantes dos servidores. Toda a negociação está sendo feita considerando a situação fiscal do Estado e as limitações impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal, Lei Eleitoral e pelo Regime de Recuperação Fiscal.
O diálogo com os representantes dos servidores continuará nos próximos dias, em busca de um consenso. O Governo de Goiás continua discutindo de forma aberta e transparente com o funcionalismo público o índice de reajuste salarial”.
(Com informações de Diário de Goiás).

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